Nada mudou

A grande mídia mantém o massacre ao governo, o Judiciário ficando a cada dia mais politizado, e o cinismo de figuras carimbadas, acusando adversários de corrupção

A grande mídia mantém o massacre ao governo, o Judiciário ficando a cada dia mais politizado, e o cinismo de figuras carimbadas, acusando adversários de corrupção
A grande mídia mantém o massacre ao governo, o Judiciário ficando a cada dia mais politizado, e o cinismo de figuras carimbadas, acusando adversários de corrupção (Foto: Ribamar Fonseca)

Quem tivesse se ausentado durante um mês do Brasil e se recolhido aos templos do Tibet, alheio aos acontecimentos do mundo, ao voltar ao país certamente se surpreenderia ao constatar que nada mudou nesses trinta dias: a grande mídia mantém o massacre ao governo, ampliando os aspectos negativos e escondendo os positivos, inclusive ignorando completamente as homenagens recebidas pelo ex-presidente Lula em diversos países por sua luta contra a fome; o Judiciário ficando a cada dia mais politizado, perdendo na mesma proporção a autoridade moral para julgar; e o cinismo e a hipocrisia predominando no mundo político, com figuras carimbadas, inclusive algumas investigadas pelo recebimento de propinas, fazendo pose de vestais e acusando os adversários de corrupção.

Enquanto a chamada grande imprensa continua se avacalhando, adotando um comportamento inescrupuloso e antiético na divulgação dos acontecimentos e manipulando as informações ao sabor dos seus próprios interesses, a Operação Lava-Jato prossegue pautando a vida no país e escancarando, cada vez mais, seus objetivos políticos. Mas apesar dos esforços de todos – da imprensa e dos investigadores – para blindar a oposição, não foi possível esconder a revelação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, de que deu mais dinheiro para a campanha de Aécio Neves à Presidência da República do que para a reeleição da presidenta Dilma Roussef. O que realmente impressiona é o cinismo do senador tucano, para quem a doação que recebeu foi "legal" enquanto a da Presidenta foi fruto do "assalto" à Petrobrás.

É provável que a esta altura dos acontecimentos já tenham se arrependido de forçar o empresário Pessoa a fazer a delação premiada, pois suas revelações acabaram envolvendo oito partidos políticos e até o Tribunal de Contas da União, enfraquecendo o movimento pro-impeachment da presidenta Dilma. Apesar do cinismo escandaloso de determinados oposicionistas, depois da delação de Pessoa ninguém tem moral para fazer acusações a quem quer que seja. O senador Ronaldo Caiado é o único que continua falando em impeachment, pelo menos até que sejam investigadas as suas estreitas relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, relações que, como se recorda, motivaram a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres. Resta saber até quando ele continuará blindado pela mídia, que faz vista grossa às diatribes dos que se opõem ao governo.

Exercitando a sua capacidade de cinismo, o presidente do partido de Caiado, senador Agripino Maia, fazendo pose de honesto, ocupou o recente programa do DEM na TV para acusar o governo de corrupção, mesmo sendo investigado pelo recebimento de R$ 1 milhão em propina. É o roto falando do esfarrapado. E os colunistas que cultivam a hipocrisia, talvez para uma melhor convivência com os políticos hipócritas que pensam que todo mundo é burro, continuam estimulando o ódio entre os seus leitores, a exemplo dos veículos onde trabalham, provocando manifestações fascistas como a de que foi vítima o ex-ministro Guido Mantega. Se nada for feito corremos o risco de assistir a atentados contra pessoas ligadas ao governo praticados por imbecís anencéfalos, como o que hostilizou o ex-ministro da Fazenda, para quem a Petrobrás "está acabada", mesmo dando lucros.

Os responsáveis por essa onda de ódio, disseminada na grande mídia e nas redes sociais, ainda não atentaram para a responsabilidade que estão assumindo com essa atitude. Legalmente podem ser acusados pelas tragédias decorrentes dessa onda, bastando para isso que os mecanismos sejam acionados para identifica-los e puni-los. Felizmente para eles o governo tem se mostrado apático, inerte, sem esboçar qualquer movimento de reação diante das inverdades publicadas pela imprensa comprometida e as calunias e ofensas das redes sociais. Até o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, legalmente o chefe da Policia Federal, tem revelado estranha fraqueza diante das ações dos policiais, que agem como se fossem autônomos, ignorando a sua autoridade. Afinal, o que está havendo?

Enquanto a mídia e políticos oposicionistas continuam tentando derrubar o governo e disseminando a idéia de que o Brasil está acabado, a presidenta Dilma Roussef se empenha nos Estados Unidos para restaurar a imagem do nosso país, prejudicada por maus brasileiros, entre eles o ex-presidente FHC e Aécio Neves, que em recente evento em Nova Iorque não fizeram outra coisa a não ser falar mal da nação brasileira. O comportamento dos tucanos, na verdade, não surpreende, pois Fernando Henrique, quando presidente da República, chegou a recomendar a empresários estrangeiros, através de Arminio Fraga, para não investirem nos Estados de Minas Gerais e Rio Grade do Sul, porque estava brigado com os governadores Itamar Franco e Olivio Dutra. E são esses homens que querem voltar a governar o nosso país...

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Luiz Fernando Padulla

Sou Professor!

Sou professor. Professo a informação e o conhecimento. Meu combate é com a verdade e a justiça. Se é de informação que a sociedade carece É isso que irei fornecer Em tempos de exceção Da ascensão...

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