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Igor Santos

Cearense, morador do ABC paulista, historiador e editor da página Rede Uirapuru de Informação

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Não criticar Claudia Cruz é que é machismo

Ao fim e ao cabo seria como não considerá-la como um ser pensante, capaz das mesmas atrocidades que seu vesgo e vil esposo, Eduardo Cunha

Ao fim e ao cabo seria como não considerá-la como um ser pensante, capaz das mesmas atrocidades que seu vesgo e vil esposo, Eduardo Cunha (Foto: Igor Santos)

Existe sempre um relativismo rondando a "esquerda" playground, como se as guilhotinas estivessem erradas ao separar Maria Antonieta de sua cabeça imperial ou mesmo quando os bolcheviques mandaram para a vala toda a família do Czar, incluindo empregados leais.

Existe um malabarismo discursivo que condenou Boechat quando ele mandou Malafaia procurar uma rola, o mesmo malabarismo que agora diz que é machismo denunciar a esposa do Cunha, como se fosse uma figura inocente nesse processo todo sobre contas na Suíça.

Acho no mínimo subestimar a inteligência da esposa do Cunha colocá-la como vítima, dizer que criticá-la é tão somente machismo, sem fazer a análise que a mesma é jornalista e trabalhou durante anos na central globo de jornalismo.

Inclusive mirar nela além do Cunha é centrar fogo naquilo que Cunha diz defender: a famosa família tradicional.

Que exemplo moral a família tradicional do Cunha nos ensina? Só o judiciário brasileiro poderá nos responder.

Não criticar Claudia Cruz é que é machismo, pois ao fim e ao cabo seria como não considerá-la como um ser pensante, capaz das mesmas atrocidades que seu vesgo e vil esposo.

E sim, ela é capaz, assim como todas as esposas de patrão, assim como todas as mulheres e homens no topo da pirâmide social.

Grego só entende grego. Criticar Claudia Cruz e denunciar os crimes em conluio com seu marido Eduardo Cunha, que o Ministério Público Suíço trouxe a público, não é machismo, assim como denunciar os crimes de guerra cometidos pelo governo de Israel não é ser antissemita, assim como denunciar o estado islâmico não é ser islamofóbico, assim como criticar a ganância e a vaidade de alguns líderes religiosos e suas bancadas no parlamento passa longe de ser preconceito religioso.

Entenderam?

No mais, todos os adjetivos que se pode empregar a Claudia Cruz também podemos empregar a Eduardo Cunha.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.