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Ivan Rios

Sindicalista, historiador, crítico de cinema, escritor, membro do Comitê Baiano de Solidariedade ao Povo da Palestina, graduando em Direito, militante dos Movimentos de Promoção, Inclusão e Difusão Cultural no Estado da Bahia

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"Não dormiu duas noites numa embaixada estrangeira. Passou três dias em território estrangeiro, fugiu da jurisdição brasileira"

Ao se esconder na Embaixada da Hungria no Brasil, Bolsonaro potencialmente cometeu vários crimes que justificam a decretação de sua prisão preventiva

(Foto: Criada a partir de inteligência artificial/CHAT GPT 4.0 (Copillot))
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O título deste artigo é uma das inúmeras hipóteses de delinquência cometida pelo ex-presidente e futuro presidiário ao se homiziar de determinação judicial expressa.

Ao se esconder na Embaixada da Hungria no Brasil, enquanto estava sob investigação e com seu passaporte retido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Jair Messias Bolsonaro (O Covardão) potencialmente cometeu vários crimes que justificam a decretação de sua prisão preventiva.

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Primeiramente, a estadia de Bolsonaro na embaixada pode ser interpretada como uma tentativa de asilo político, o que, em outras palavras, seria uma tentativa de fuga da Justiça brasileira em território estrangeiro. Isso poderia configurar o crime de obstrução de Justiça, que ocorre quando alguém interfere intencionalmente em uma investigação ou processo judicial.

Além disso, a estadia de Bolsonaro na embaixada ocorreu logo após ele convocar apoiadores para um ato na Avenida Paulista, ocorridos no dia 25 de fevereiro, em São Paulo, e quatro dias após ter seu passaporte apreendido pela Polícia Federal como parte da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. Isso sugere que Bolsonaro estava ciente das investigações contra ele e que sua decisão de se refugiar na embaixada foi uma tentativa deliberada de evitar a aplicação da lei.

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O enredo dessa história assume contornos e evidências ainda mais criminosas quando se identifica que justamente nesse mesmo período, supostamente da estadia do Covardão na Embaixada da Hungria o mesmo estava em contato direto com Silas Malafaia, o qual assumiu total comando na linha de frente da manifestação ocorrida no dia 25 de fevereiro. Na matéria intitulada, "Malafaia diz que manifestação era para intimidar o STF e ameaça em caso de prisão de Bolsonaro: 'o negócio vai ficar feio'", resta claro que o objetivo da convocação de tal ato foi afrontar diretamente os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especifico o ministro Alexandre de Moraes. Esse adendo certamente esclarece o súbito “encorajamento” de Bolsonaro diante do cenário desfavorável.

Inequivocamente nesse cenário, Silas Malafaia se apresenta como o principal protagonista na incitação das massas bestializadas contra o Supremo Tribunal Federal diante de uma eventual prisão de Bolsonaro. Malafaia, sem qualquer sorte de pudor, galopa desavergonhadamente e a passos largos nessa verdadeira “mula sem cabeça” desnorteada no qual o ex-presidente se transformou:

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“Eu liguei para o Bolsonaro e falei: ‘presidente, o senhor quer ser preso em Mambucaba (Rio de Janeiro) chorando ou o senhor quer mostrar ao povo que é vítima de uma perseguição implacável? Qual é a sua escolha? Porque se o senhor quer mostrar ao povo que é vítima de uma perseguição implacável, o povo é o supremo poder. Vamos fazer uma manifestação em São Paulo, que é o centro hoje de manifestação’”, revelou Malafaia. 

Além disso, a interferência do governo da Hungria, liderado pelo ditador da extrema direita, Viktor Orbán, um aliado próximo de Bolsonaro, também é uma questão preocupante. O fato de a embaixada húngara ter hospedado Bolsonaro, apesar de ele estar sob investigação, pode ser visto como uma interferência em assuntos internos do Brasil, o que injustificadamente, é uma violação das normas diplomáticas internacionais.

Outro agravante, é de que as imagens trazidas à tona pelo The New York Times tornam este cenário ainda mais nebuloso ao colocar a política interna brasileira sob a estrita vigilância de disputas internacionais, evidenciando uma complexa e refinada rede de cooperação mútua da extrema direita global. O que objetivamente representa uma grave ameaça à democracia e à soberania do nosso país, pondo em xeque sobretudo a capacidade (notoriamente questionável) do nosso sistema de inteligência através da ABIN.

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Portanto, com base nas evidências apresentadas, é urgente e imperativo que sejam tomadas medidas legais não apenas contra Bolsonaro, mas que sejam identificados os personagens envolvidos na história de delinquências, acobertamento de crimes contra a democracia e consequente ataque a soberania nacional. Assim, a decretação da prisão preventiva de Bolsonaro nesse momento é plenamente justificada, dada a gravidade das acusações contra ele e o risco de ele continuar a obstruir a Justiça através de uma conspiração golpista, agora com evidente intervencionismo internacional através de diversos e perigosos personagens envolvidos.

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