Não há mais espaço para aparências: a ditadura fascista está prestes a mostrar toda a sua face

Apenas a intervenção da classe operária pode alterar o rumo dos acontecimentos. Apenas uma sublevação de massas contra Bolsonaro, contra o golpe militar, pode representar uma saída progressista contra as tendências fascistas cada vez mais maduras

(Foto: Roberto Parizotti/ CUT)

Segundo as leis da dialética, não existe o acaso, o aleatório; aquilo que parece ser contingente expressa uma necessidade, expressa as leis do movimento. E isto se aplica perfeitamente à conjuntura atual.

Como ficou explícito no último período, a eleição de 2018 foi um golpe militar orquestrado por Villas-Bôas diante da possibilidade de uma sublevação de 300 mil militares.

Saiu na revista VEJA uma entrevista com o presidente do STF, Dias Toffoli, na qual ele menciona ter sido procurado entre maio e junho por generais sobre a possibilidade de um golpe militar constitucional caso a situação saísse do controle

Villhas-Bôas, o número um do exército indicou seu braço direito para assessorar Dias Toffolli. Ou seja, Toffoli é mero fantoche nas mãos de Bôas. E é ele o grande costurador dos sucessivos golpes de estado que estão ocorrendo desde 2016. Mas sua tática é a instaurar uma ditadura militar com aparência institucional, instaurar uma ditadura e manter aparências de que as instituições continuam funcionando normalmente.

Enquanto isso, duas alas militares, uma bolsonarista e a outra que procurou Toffoli e supõe-se ser chefiado por Santos Cruz, estão se exasperando numa luta interna para quem é que vai fechar o regime político e controla-lo.

Enquanto isso, a doença degenerativa de Villas-Bôas atua exatamente como o acaso que acelera as tendências em curso. É exatamente a proximidade da morte do número um do exército que está acelerando, ou melhor, revelando o acirramento que existe na luta pelo poder. Aquele que concilia o golpe militar e a aparência democrática do regime  está prestes a sair de cena.

Este acaso é uma mera aparência de uma necessidade, qual seja, que o regime político desgastou-se por completo com o golpe de 2016; há uma oposição popular cada dia mais raivosa contra o programa político de destruição completa das condições de vida da população; contra a entrega de toda a riqueza nacional, destruição dos direitos democráticos e a subordinação servil aos Estados Unidos. Toda essa revolta contra o projeto neoliberal radical necessita de um poder ditatorial a la Pinochet para ser implementado. 

E a crise chegou a tal ponto, o impasse entre as alas da burguesia chegou a tal ponto que a qualquer momento o regime político se transformará numa ditadura fascista escancarada. E cada etapa histórica precisa encontrar os seus personagens. Já não dá mais para manter as aparências, Villas-Bôas sai de cena, e precisa-se de um ditador aberto.

Apenas a intervenção da classe operária pode alterar o rumo dos acontecimentos. Apenas uma sublevação de massas contra Bolsonaro, contra o golpe militar, pode representar uma saída progressista contra as tendências fascistas cada vez mais maduras.

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