Não há no mundo extrema direita tão vadia, traidora da pátria e delinquente como a brasileira
Não existe ao redor do planeta movimento político mais execrável e repugnante do que o bolsonarismo.
Diante de mais um crime explícito de traição ao Brasil por parte dos Bolsonaro, que imploraram a Trump para enquadrar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, para facilitar a intervenção estrangeira no Brasil, me dei ao trabalho de fazer uma breve comparação entre os extremistas de direita do Brasil e alguns dos seus pares europeus. As experiências de Milei, na Argentina, e Trump, nos EUA, ficam para outro artigo.
Recortando os casos da Hungria, onde Viktor Orbán ficou no poder por longos 16 anos, e da Itália, governada pela primeira-ministra Giorgia Meloni, veremos vários traços comuns entre eles e o bolsonarismo, como a xenofobia, o negacionismo climático, a aversão à ciência e às artes e os ataques à democracia, dentre outros. Mas, nesses países, uma vez ou outra são implementadas algumas ações de governo com impacto positivo na vida da população.
Até para prolongar o máximo possível sua permanência no poder, esses governos extremistas acabam fazendo algumas concessões em seus programas excludentes socialmente e voltados para o mercado financeiro, para a classe média alta e para os ricos. E também costumam defender as riquezas de suas nações, ao contrário do entreguismo e do viralatismo do bolsonarismo
No Brasil, a versão do fascismo tem características próprias. Bolsonaro consegue passar todo um mandato sem esboçar sequer uma medida em prol da melhoria da qualidade de vida da pessoas, com exceção dos últimos meses, quando distribuiu benefícios a torto e a direito, no desespero para tentar se reeleger, causando um rombo orçamentário de cerca de R$ 300 bilhões.
Marcou também sua passagem pelo Palácio do Planalto pela pouca vocação para o trabalho - dando prioridade às ridículas motociatas -; por ofensas à imprensa e ao Judiciário; pela negligência criminosa durante a pandemia, que causou centenas de milhares de mortes; por cobrir o Brasil de vergonha na cena internacional e por tentar rasgar a Constituição com um golpe de estado.
Sem falar nos 51 imóveis que ele e seus filhos compraram com dinheiro vivo, fortíssimo indício de corrupção.
Examinemos a trajetória do seu filho Flávio Bolsonaro, atual senador e que exerceu vários mandatos de deputado estadual no Rio de Janeiro: não se tem notícia de um miserável projeto de interesse público apresentado pelo Bolsonarinho nem na Alerj nem em Brasília. Em compensação, promovia rachadinhas, forçando seus assessores a desembolsar parte dos seus salários para manter seu alto padrão de vida. Além disso, condecorou o assassino Adriano da Nóbrega e empregou a mãe e a esposa do bandidaço em seu gabinete.
A compra de uma mansão em Brasília por R$ 6 milhões, com dinheiro emprestado pelo Banco Regional de Brasília, atolado até o pescoço no escândalo do Banco Master, mostra que a relação de Flávio com Vorcaro vem de longe. O "faturamento" inexplicável de sua loja de chocolates é outro empreendimento com cheiro de falcatrua.
Desnecessário seria falar das fichas corridas de Eduardo Bolsonaro e até do caçula Renan Bolsonaro.
Quase a totalidade dos políticos investigados, processados e presos por corrupção e envolvimento com o Comando Vermelho (casos dos deputados fluminenses Rodrigo Bacellar e TH Joias), o PCC e a milícia, em todo o país, são bolsonaristas. Se pudéssemos indagar a preferência política e a ideologia dos autores de várias modalidades de crimes bárbaros que chocam o país, não daria outra: a imensa maioria se confessaria bolsonarista.
Na Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais, os parlamentares bolsonaristas se destacam pela falta de educação, grosseria, ofensas aos colegas e burrice atávica, degradando a atividade legislativa. Através de discursos e projetos de lei destilam o ódio que sentem pelos mais pobres e a falta de solidariedade com as vítimas do racismo, do machismo e da misoginia.
Moral da história: não existe ao redor do planeta movimento político mais execrável e repugnante do que o bolsonarismo.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

