Não olhe para cima! Uma sociedade sem visão política

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Não olhe para cima (Foto: Não olhe para cima)


Começam a aparecer diversas análises sobre o excelente filme recém-lançado pela NetFix: “Não olhe para cima”. 

As críticas tentam chamar atenção do negacionismo científico, da sociedade de espetáculo e de outros fatores, mas talvez o principal que não é criticado é a impotência que qualquer ação pretendida pelas pessoas mais realistas que se dão conta do desastre, mas simplesmente não tem a mínima capacidade de reagir. 

A sociedade norte-americana, assim como a nossa sociedade são reféns da despolitização e da individualização das respostas a um possível caos que se aproxima. O filme tem numa de suas últimas cenas uma pequena reunião familiar em que pateticamente a única coisa que os mais diversos atores dessa cena que é uma janta familiar e uma prece agradecendo ao senhor a vida que todos vão perder. 

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Também temos que chamar a atenção da militância digital, onde lemos centenas de vezes nos mais diversos canais “progressistas” que produzem vitórias como por exemplo: Fulano de tal leva uma invertida nas redes! E..... Levou uma invertida? No início do século XX seria um tiro na cara, uma bomba ou mesmo uma surra, mas hoje em dia devemos ser civilizados e cristãos, ou seja, podem nos matar, mas alguém dará uma invertida nas redes nos amigos dos assassinos. 

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Ao longo de todo o filme é mostrado não só os mecanismos de retirada de qualquer capacidade de reação mesmo a eventos extremos, as saídas propostas ao longo do filme são ou pequenas reações individuais e histéricas ou no máximo a reação de quebrar um restaurante de fast-food pela total e completa incapacidade de reagir de forma organizada e política aos grandes manipuladores da sociedade. 

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Muitas pessoas fazem uma analogia com a presidenta norte-americana que aparece no filme com Bolsonaro, porém não há a mínima semelhança, a presidenta é consciente com tudo que vai acontecer, mas procura em todo momento continuar com a manipulação, é uma clara alusão a Hillary Clinton e não a Bolsonaro.  

O maior negacionista no filme é exatamente o cientista, que sabendo tudo se autoiludia pela sua efêmera fama de um cientista bonito, que antes tinha complexo por não ter publicado nada e simplesmente o máximo que ele conseguiu foi piratear a fama que deveria ser atribuída a sua estudante. 

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O cometa é uma alegoria a todos os desafios que não forem enfrentados não em redes sociais, mas por ação direta e concreta, levarão não a extinção da vida humana no planeta, mas sim a sua transformação em um verdadeiro inferno em que nem os multimilionários conseguirão escapar. 

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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