Não se trata apenas da gravidade, mas da quantidade, seu Zé!!!

O problema maior não é a “gravidade” da doença. O foco crítico está na sua alta capacidade em entupir os hospitais velozmente com pessoas necessitadas de algum tipo de tratamento. Com um quadro de superlotação hospitalar, os médicos, rapidamente, haverão de “decidir” algo terrível: quem deve ou não ser tratado, ou seja, quem deve ou não viver!

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O problema de quem defende a alternativa americana e, mais insanamente, o caminho bolsonarista para a crise do Covid-19, tem sua cabeça focada prioritariamente na economia... no Mercado... no dinheiro... no lucro!

Acreditam no Mercado como Deus supremo da economia. São adeptos do Modelo Neoliberal (muitas vezes sem saber direito o que isso seja) no qual nada deve deter o caminho do dinheiro.

Considero ser um grave erro ético, moral, econômico e político.
Não vejo como isolar, “verticalmente”, (como querem Trump e o lunático do Bolsonaro), um vírus que age horizontalmente.

O problema maior não é a “gravidade” da doença (que é complicada por si). O foco crítico está na sua alta capacidade em entupir os hospitais velozmente com pessoas necessitadas de algum tipo de tratamento.

Com um quadro de superlotação hospitalar, os médicos, rapidamente, haverão de “decidir” algo terrível: quem deve ou não ser tratado, ou seja, quem deve ou não viver!

Não haverá espaço para todos, como acontece hoje em países ricos e bem mais estruturados do que nós. 

Ontem, foi mais um dia a “entulhar corpos” na Itália, Espanha e ver aumentar as mortes em Portugal, França, Alemanha, Inglaterra... é retrato cruel! Não há tempo, nem condições sanitárias para enterros dignos ou lágrimas.

Imaginemos uma cidade como o Rio de Janeiro (só o Rio) com cerca de 6,3milhões de pessoas. 

Provavelmente, o vírus passará por todos... e todas!

Mais ou menos 15% dos infectados pelo Covid-19, estatisticamente, necessitarão de internação hospitalar.

15% de (+-) 6.300.000 = (+-)945.000... deste modo, em tese, esse é o número dos que podem precisar de algum tratamento hospitalar.

5% precisarão de UTI = (+-)315.000 pessoas, em tese, terão sérias complicações.

HÁ HOSPITAIS E LEITOS PARA ATENDER TAL DEMANDA??? (Essa continha vale para qualquer cidade!)

O Brasil inteiro tem 32.000 leitos de UTI, sendo que 80% desses espaços, nos diferentes Estados, já estão ocupados nos dias de hoje com os doentes do funcionamento normal do SUS.

Alguém sabe dizer quantos leitos de UTI existem no Rio de Janeiro disponíveis para atender esses possíveis (+-) 315.000 pacientes?

O desafio é distribuir esse número de contaminados por um intervalo de tempo maior para que os Sistemas de Saúde não colapsem e possam atender um número maior de pessoas, deste modo a salvar mais vidas.

Alguém consegue imaginar o coronavírus invadindo as comunidades pobres e favelas das grandes cidades???
O que faremos com os doentes graves a se amontoarem na frente dos hospitais???

Não há espaços preservados para ricos ou para pobres. O caos será enorme e absolutamente para todos.

Nesse quadro, até o surgimento de um remédio “comprovadamente” eficiente (ou vacina), a quarentena é o único caminho para “retardar” a velocidade da contaminação, preservar o Sistema de Saúde e diminuir a possibilidade de total pandemônio.

A lógica do “Mercado” neoliberal é diferente.

Para essa gente, o pragmatismo aponta outro caminho: já que todos tendem a ser contaminados, deixemos a contaminação seguir seu curso e atingir a todos... quem morrer, 🤷‍♂️morre!!!!!... segue a vida!! Como "imagem social" isolemos os velhos e doentes para preservar o discurso politicamente correto.

Com tal decisão, a possibilidade de prejuízos e desestruturação da atual economia ficam reduzidos e espremidos no tempo... os lucros, depois da crise, logo voltam para a enorme alegria dos viventes.

Há outros caminhos a serem trilhados.

Humana e Solidariamente falando, só o isolamento social, o efetivo apoio governamental na defesa de pessoas e de empregos será capaz de  mostrar que ainda preservamos o espírito civilizatório que (duramente) construímos ao longo dos séculos.

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