Não vão parar Lula

Diante de tanta conivência com a descontrolada violência fascista, só podemos supor que todos eles devem pensar que se não conseguem parar Lula no voto, se não estão conseguindo parar com justiça partidária, então que se pare a tiro

Ato pela reforma agrária em Quedas do Iguaçu, no Paraná. #LulaPeloSul #LulaPeloParaná #LulaPeloBrasil #Lula Fotos: Ricardo Stuckert
Ato pela reforma agrária em Quedas do Iguaçu, no Paraná. #LulaPeloSul #LulaPeloParaná #LulaPeloBrasil #Lula Fotos: Ricardo Stuckert (Foto: Benedita da Silva)

Tratores bloqueando a pista, ovos, chicotes, pedras e agora tiros contra a Caravana de Lula no Sul do país. Uma escalada de violência de grupos paramilitares, patrocinados por ruralistas e diante da passividade calculada das forças policiais. A senadora Gleisi Hoffman, presidenta do PT, desde o início vinha pedindo proteção policial para o direito constitucional de ir e vir e de manifestação pacífica da Caravana. O Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, foi informado por ofício de tudo, inclusive do roteiro da Caravana. Mas as autoridades respondiam com o silêncio.

As agressões se davam também contra quem participava dos atos. Por onde passava a Caravana Lula aglutinava pacificamente cidadãs e cidadãos exercendo o seu direito constitucional de livre manifestação. Várias mulheres foram espancadas e agredidas com chicotes, sendo uma delas hospitalizada. Na maior parte das vezes a polícia apenas observava. Chegou a tirar uma mulher que estava sendo espancada pelos fascistas, mas logo em seguida um dos policiais a empurrou de volta para o grupo.

Nesse clima de violência e de impunidade seria de se esperar que chegasse o momento dos tiros. Desesperados por não conseguirem parar Lula e estimulados pela omissão e/ou apoio explícito de parlamentares que se dizem democrata, os paramilitares partiram para novo patamar da agressão, dispostos a tirar a vida do ex-presidente. Acertaram o ônibus em que viajavam os jornalistas nacionais e estrangeiros. E o que fazem as autoridades responsáveis pela segurança pública? O ministro Jungmann acaba de declarar que não "sabe se foi atentado político".

Todo esse encadeamento de fatos e consequências mostra duas coisas sobre o Brasil de Temer: primeiro, os paramilitares fascistas estão livres para atacar Lula. Segundo, todas as autoridades, todos os partidos que não são de esquerda e toda a grande imprensa se finge de morta torcendo para que os fascistas consigam parar a Caravana ou até mesmo matar Lula. Querem deixar acontecer com Lula o que ocorreu com Marielle. O governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, chegou a dizer inicialmente que o "PT colheu o que plantou".

Diante da repercussão negativa, condenou o atentado. Mas desde que foi fundado, em 1980, o PT nunca deu um tiro, mas muitos de seus militantes já foram mortos em atentados políticos. Diante de tanta conivência com a descontrolada violência fascista, só podemos supor que todos eles devem pensar que se não conseguem parar Lula no voto, se não estão conseguindo parar com justiça partidária, então que se pare a tiro.

Essa torcida insana da direita liberal contra Lula, a ponto de deixar livre a sanha fascista, esquece os ensinamentos da história de que a violência fascista não para na esquerda, mas acaba atingindo toda a sociedade, inclusive a própria direita liberal. Foi assim o que aconteceu na Alemanha nazista.

Toda essa violência fascista contra Lula e o PT não conseguirá abalar a nossa luta, como se pode ver na continuação da Caravana e no enorme apoio popular recebido por onde passava. Lula é atacado por que fez um governo de inclusão social e de soberania nacional. Esse é o motivo real porque os golpistas querem impedir que Lula seja candidato. Mas a maioria do povo já tem consciência da perseguição judicial de Lula e vai defender a sua candidatura como meio para resgatar seus direitos roubados pelo golpe dado contra a presidenta Dilma.

Por isso repudiamos esse atentado fascista contra Lula e exigimos do Poder Público urgentes providências para proteger o direito constitucional de ir e vir e a integridade física do ex-presidente. Chamamos a unidade democrática, em primeiro lugar das esquerdas, para barramos o fascismo enquanto há tempo.

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