Noblat, Léo Pinheiro, Lula, Dilma e Lava Jato: golpe, injustiças, farsas e crimes sem fim

A imprensa burguesa acusa e sentencia, difama e calunia, dissimula e desinforma, e mente se preciso for e se julgar que determinado governante ou ator político não vai ler por sua cartilha, que é a mesma dos grandes conglomerados e trustes internacionais

Ricardo Noblat e Michel Temer
Ricardo Noblat e Michel Temer (Foto: Reprodução)
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"Por que nós, jornalistas, acreditamos facilmente nas informações da Lava Jato? E agora, só com muita dificuldade, que ela também errou feio?" (Jornalista e cidadão ingênuo, Ricardo Noblat).

A imprensa burguesa acusa e sentencia, difama e calunia, dissimula e desinforma, e mente se preciso for e se julgar que determinado governante ou ator político não vai ler por sua cartilha, que é a mesma dos grandes conglomerados e trustes internacionais. Porque, como disse algumas vezes, a imprensa é a ponta de lança dos interesses do sistema capitalista excludente. Ela é a vitrine desse modelo expropriador, useiro e vezeiro em propiciar o infortúnio e a derrota daqueles que ousaram um dia colocar em prática e até mesmo somente defender a tese, por exemplo, de um Brasil forte, autônomo, independente e soberano.

A Lava Jato é a imprensa comercial e privada e a imprensa comercial e privada é a Lava Jato. Uma não existiria sem a outra e, consequentemente, não haveria condições políticas e eleitorais para a tomada de poder pelo golpista e usurpador Michel Temer e muito menos um deputado meia boca, como Jair Bolsonaro, com sérios problemas cognitivos, falastrão e extremamente agressivo do baixíssimo clero sentaria na cadeira de presidente da República.

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Portanto, a Lava Jato e a imprensa de negócios privados, porta-voz do mercado de capitais, são como irmãs siamesas, comem no mesmo prato e dormem na mesma cama, e agem ou agiam de forma sincronizada e coordenada para atingir seus objetivos políticos: implementar novamente o neoliberalismo com atenção às privatizações de empresas públicas estratégicas para o País, congelar investimentos em saúde, educação e infraestrutura, retirar direitos consagrados pela CLT e Previdência Social, desmontar sistemas de proteção ao meio ambiente, e, principalmente, entregar o Pré-sal, sem a gringada malandra e esperta dar um único tiro, como ela tem de fazer com os árabes e muçulmanos para roubar gás e petróleo.

Por sua vez, a imprensa de mercado e os próceres (jornalistas) das grandes redações, que são empregados de confiança de seus patrões — os magnatas bilionários e donos de todas as mídias cruzadas e oligopolizadas —, resolveram, de maneira tímida e tíbia, "reconhecer" que o processo de achincalhamento político e de demonização da moral e imagem do ex-presidente Lula se mostrou infame, pois farsa e fraude jurídica e midiática.

A verdade é que tal processo vergonhoso e criminoso, baseado em "lawfare" (Lula) e na "teoria do domínio do fato" (José Dirceu), até então nunca foram usados antes da Era PT, pois uma forma malévola de enquadrar suas principais lideranças que ousaram vencer as candidaturas do campo da direita, que representam os interesses das burguesias nacional e internacional, além de serem também subalternas e subservientes aos estados de países hegemônicos, especialmente os Estados Unidos.

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Portanto, causa-me estranheza, mas jamais ficaria surpreso, e não fiquei, quando Ricardo Noblat, um jornalista já veterano, que assumiu chefias importantes em grandes jornalões da imprensa comercial e privada, publica por meio de tweet em afirmação, a seguir: "Por que nós, jornalistas, acreditamos facilmente nas informações da Lava Jato? E agora, só com muita dificuldade, que ela também errou feio?"

"Que fofo..." ou "Que lindo...", diria, ironicamente, uma amiga de meu convívio há décadas, no que diz respeito à "surpresa" do ingênuo e equivocado Ricardo Noblat, um profissional de jornalismo sempre com boas intenções, que tardiamente descobriu que grande parte dos jornalistas da chamada grande imprensa com cargos de chefia ou que são editores, colunistas, editorialistas e comentaristas, pois não seria justo generalizar, não sabia que muitos procuradores, delegados e juízes da Lava Jato eram, na verdade, bandoleiros de alta periculosidade.

Delinquentes que tiveram franqueadas suas ações indelevelmente criminosas com a parceria e a cumplicidade dos tribunais superiores e da imprensa comercial onde Noblat e muitos de seus colegas de profissão fizeram suas carreiras e serviram caninamente aos interesses muitas vezes nada republicanos de seus patrões. Volto a ressaltar: a verdade, nua e crua, é que o veterano jornalista, no que é relativo à imprensa de mercado, é cúmplice e protagonista do golpe de estado bananeiro e de direita de 2016, assim como copartícipe da prisão injusta e surreal de Lula, em 2018.

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Outrossim, Dilma Rousseff foi impedida de governar e sofreu impiedosamente e criminosamente os ataques mais baixos, infames e sórdidos perpetrados na história da República contra uma mulher, que reeleita legalmente assumiu o poder central, sendo depois vítima de sabotagem sistemática no Parlamento com a imprensa de mercado e familiar a se associar com a oposição de direita que não suportou ficar apenas 13 anos sem controlar a Presidência da República.

Após a derrubada de Dilma, não teria evidentemente sentido o Lula ser candidato, além de favorito a vencer as eleições de 2018, realidade esta que desagradava os criminosos e golpistas da Lava Jato e seus associados, o Supremo Com Tudo no papel de sancionador do golpe e a imprensa de negócios privados como caixa de ressonância do movimento golpista junto à população, onde o ingênuo Ricardo Noblat fez sua carreira de jornalista, sendo que até hoje atua nela, agora ao que parece de forma mais moderada e "civilizada".

No entanto, e essa é a verdade dos fatos passados quanto à atuação de Ricardo Noblat na imprensa burguesa, desde as primeiras passeatas e carreatas contra Dilma Rousseff, Lula e o PT, no ano de 2013, sabe-se, sem sombra de dúvida, que Ricardo Noblat foi um dos mais aguerridos valetes da imprensa hegemônica de tradição golpista, que decidiu combater os governos trabalhistas do PT, de forma covarde e impiedosa.

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A imprensa porta-voz do grande capital, a se basear na manipulação dos fatos e a fazer da verdade uma marionete das fake news, sempre com o propósito de durante anos dar notícias negativas, maquiavélicas e divulgadas em um sistema midiático privado poderosíssimo, que causou, obviamente, ódio e rancor às pessoas, que passaram a tratar o PT e suas lideranças como as desgraças de todos os males acontecidos no Brasil em mais de 500 anos de sua "descoberta" pelos portugueses.

Agora, Ricardo Noblat e muitos como ele, que agem e atuam para concretizar os interesses políticos e econômicos de seus patrões, os magnatas bilionários de imprensa, vem com essa conversinha para boi dormir, principalmente após o empreiteiro Léo Pinheiro, dono da OAS, escrever uma carta do próprio punho, a denunciar que foi obrigado pelo arrivista e ególatra Sérgio Moro et caterva a acusar e denunciar Lula e outras pessoas de ter recebido propinas, sendo que na carta o empresário diz que nunca soube de quaisquer pagamentos a Lula.

Marreco ou Russo, vulgo Sérgio Moro, sempre recebeu o beneplácito, a simpatia e o apoio incontestável da imprensa golpista brasileira, essencialmente mercantilista e divorciada, principalmente nos últimos anos vinte anos, da verdade e do jornalismo imparcial e disposto a ouvir ambos os lados, os atores antagônicos e a dar voz a quem foi atacado e não tem acesso aos meios de comunicação para se defender e ter o mesmo e igual espaço na imprensa de mercado de quem o acusa.

Essa é a imprensa de Ricardo Noblat e tantos outros e outras iguais a ele. Essa gente apoiou, sem titubear ou vacilar as ações deletérias do juiz Sérgio Moro, o autor real de crimes em série, que encarcerou o Lula injustamente por 580 dias para ser ministro do STF e favorecer o seu empregador como ministro da Justiça, o político de natureza fascista, Jair Bolsonaro, que ora impõe ao Brasil a maior crise econômica, social, sanitária e ambiental sem precedentes.

Desemprego, violência e mortes são as principais marcas da dupla Bolsonaro/Paulo Guedes. A imprensa de negócios privados de Ricardo Noblat sempre apoiou as políticas econômicas draconianas de Paulo Guedes, que tem como único propósito concentrar renda e riqueza à moda ultraliberal, que não deu e nunca dará certo em lugar algum do mundo. E por quê? Porque é um incomensurável, inenarrável e indescritível crime de roubo de lesa-humanidade e lesa-pátria. Ponto.

A verdade é que tal modelo econômico se iniciou, ou melhor, retornou após os governos tucanos de FHC com mais força no desgoverno do golpista abjeto e traidor de marca maior, Michel Temer. Ricardo Noblat sabe disso, porque ele realmente está muito longe de ser um cidadão idiota e alienado. Ele e muitos como ele que vicejam nas redações dos grandes jornais e revistas, tanto impressos quanto televisivos, radiofônicos e internet, tem essa compreensão, mas jogam no time dos interesses da casa grande brasileira historicamente escravocrata.

Agora, Ricardo Noblat tenta, na verdade, amortecer, minimizar e até mesmo, timidamente, fazer uma autocrítica sobre os jornalistas e o jornalismo partidário e de guerra praticado por eles, de maneira superficial, como se ele estivesse envergonhado de sua lamentável atuação nos episódios históricos acontecidos nas duas décadas deste século XXI, que levaram à queda inacreditável de Dilma Rousseff e à prisão escandalosa de Lula, que chamou a atenção da comunidade internacional.

A carta do empresário Léo Pinheiro é muito importante, pois além de ter sido escrita do próprio punho, fato este muito simbólico, retrata, ipsis litteris, a história recente do Brasil e, especificamente, abre os porões podres e fétidos da Lava Jato, de onde saíram agentes que realizaram as maiores e mais graves barbaridades da história do Brasil, que será por muito tempo estudadas por historiadores, escritores, sociólogos, pesquisadores e um sem número de profissionais de inúmeros ramos e atividades.

A Lava Jato está para o Dops e DOI/Codi como o Dops e o DOI/Codi está para a Lava Jato e ensinou ao Brasil que as Forças Armadas, a PF, as Polícias Militares e o MPF, com a cumplicidade e a autorização da Justiça, devem ser rigorosamente fiscalizados por suas corregedorias ou outros órgãos que efetivam mecanismos para que generais, delegados, procuradores e juízes cometam casuísmos, arbitrariedades e patifarias dignas de autênticos canalhas, como aconteceu no Brasil entre o período da deposição de Dilma Rousseff, ao passar por Michel Temer e a se vivenciar agora com Jair Bolsonaro.

Não adianta, Ricardo Noblat. Os papéis dos empresários e controladores da grande imprensa comercial e privada e de seus empregados de confiança, como você, já estão marcados na história como tatuagens. Muitos jornalistas serão e já são vistos como apoiadores do golpe de estado de 2016, da prisão de Lula, em 2018, além de promotores da campanha mais longa, feroz, intolerante e muitas vezes manipuladora, quando não mentirosa contra os governos trabalhistas do PT.

E deu no que deu, Ricardo Noblat: o Brasil de joelhos e humilhado por crises gravíssimas, a ter como timoneiros de toda essa desgraça o Temer e o Bolsonaro! Coloca na conta de seus patrões e na sua conta, Noblat! É isso aí.

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