Novos ventos apontam para um novo tempo

O movimento de sábado foi um exemplo de cidadania e demonstrou efetivamente coerência com as reivindicações levantadas

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A queda da “estátua da liberdade” da Havan em Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, após uma ventania representa simbolicamente os novos ventos que começam a soprar sobre o Brasil. Conhecido como o “véio” da Havan, Luciano Hang representa o grande empresariado brasileiro que apoiou esse (des)governo e tudo o que ele representa – a morte, a carestia de vida, o desmatamento, a pobreza, a intolerância/ódio de classe, de etnia, de gênero, entre outros. Na garupa da moto conduzida por Bolsonaro, aceleram e vibram com tudo isso. 

A queda da estátua da Havan, nesse sentido, é de um simbolismo ímpar, pois acaba expressando justamente o momento histórico em que tudo que representa este (des)governo, incluindo aí a sua base de apoio (Forças Armadas, setores das Polícias Militares, setores neopentecostais, neoliberais, além da elite empresarial representada por Hang), começa a “cair por terra”. 

Os novos ventos que sopram sobre o país apontam para um novo tempo, um tempo de valorização da ciência, do trabalhador, da renda, da justiça social, do meio ambiente, da universidade... Do respeito à vida, à diversidade e da promoção do diálogo e da criação de consensos. Enfim, da defesa intransigente da democracia e do direito de viver e ser feliz! 

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O dia de ontem, 29 de maio de 2021, entrará para a história como um divisor de águas. Milhares de cidadãos brasileiros, cansados e indignados com o (des)governo da morte – seja pelo vírus, pela fome ou pelo assassinato político – ocuparam as ruas para dizer bem alto: “Fora Bolsonaro”, “Impeachment já”, “Prisão ao Genocida”. Entoaram um lindo grito pela vacina, pelo auxílio emergencial de R$ 600,00 reais, pela educação e pela democracia. A população não aguenta mais tanto descaso pela vida, tantos negacionismos e mentiras. 

O movimento de sábado foi um exemplo de cidadania e demonstrou efetivamente coerência com as reivindicações levantadas. Quem compareceu ao local das manifestações (em todos os estados e no Distrito Federal) não deixou de usar máscaras, manter o distanciamento social e usar o álcool em gel. Totalmente diferente das aglomerações da morte promovidas pelo (des)governo fúnebre. 

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Em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo... As ruas lotaram, foi lindo de ver! Em Manaus, não poderia deixar de mencionar, as ruas do centro da cidade, especialmente em torno da Praça da Saudade e do Teatro Amazonas, encheram-se de “Muras” e “Ajuricabas” entoando diversos cantos de resistência pela liberdade de respirar e de viver. Disseram um estrondoso não direcionado ao Bolsonaro e ao Wilson Lima, este que se alinhou àquele em tudo, inclusive na mortal ideia de ter colocado em prática na capital do Amazonas a chamada “imunidade de rebanho” (suspeita que poderá ser confirmada através dos trabalhos desenvolvidos pela CPI da Covid).

Por fim, novos ventos apontam para um novo tempo. 

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Somos o vento! E vamos às ruas novamente. 

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