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Heraldo Campos

Graduado em geologia (1976) pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas (UNESP), mestre em Geologia Geral e de Aplicação (1987) e doutor em Ciências (1993) pela USP. Pós-doutor (2000) pela Universidad Politécnica de Cataluña - UPC e pós-doutorado (2010) pela Escola de Engenharia de São Carlos (USP)

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O alvo

Algumas empresas de comunicação, ao invés de ficarem cobrando a autocrítica de governos progressistas, deveriam mesmo é se mancar e promover a sua autocrítica no apoio que deram (e dão) aos governos antidemocráticos

É impressionante como o ex-presidente Lula continua sendo o alvo.

Depois da recente decisão no STF (Supremo Tribunal Federal), sobre a incompetência daquela “turma legal” de Curitiba para os processos relacionados ao ex-presidente, as “viúvas do juiz justiceiro”, nos telejornais das mídias familiares, estavam com cara de velório, de enterro, meio que “perdidas” e sem ter o que falar (e justificar) na frente da telinha. 

Muitas dessas “viúvas”, inclusive, estavam vestidas, fisicamente, de preto para ornarem com o cenário das suas respectivas empresas de televisão. Por isso, ficaram tentando driblar a cabeça do telespectador, se contorcendo para mais de metro, na tentativa de esconder porque foram cúmplices (e continuam sendo) da empulhação política-eleitoral que se envolveram, no nosso passado recente.

Uma coisa é liberdade de imprensa. Outra coisa é liberdade de empresa. A liberdade de imprensa é imprescindível para a democracia funcionar e evoluir. Porém, a liberdade da empresa de comunicação, quando extrapola os limites da verdade e passa a difundir a mentira como uma linha auxiliar do projeto de poder de determinados grupos, deve ser sempre questionada e cobrada. E, convenhamos, isso não é nada fácil.

Salvo melhor juízo, entende-se que algumas empresas de comunicação, ao invés de ficarem cobrando a autocrítica de governos progressistas, deveriam mesmo é se mancar e promover a sua autocrítica no apoio que deram (e dão) aos governos antidemocráticos como, por exemplo, o apoio para a ditadura Bolsonaro, que tanto nos atormenta no nosso cotidiano desde a sua implantação no ano de 2019. 

Mas, se não é isso o que fazem, por que não atuam, definitivamente, para a remoção desse governo do poder, por tudo o que se sabe dos seus desmandos e dos seus movimentos contrários a democracia? Em outras palavras, até quando vão ser parceiras desse governo?

“Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.” (Mahatma Gandhi).

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.