O amadorismo atravessou a Praça dos Três Poderes

"O resultado do encontro com Bolsonaro não foi nada bom. Os empresários não gostaram da visita surpresa ao STF, se sentiram usados. E os ministros do Supremo ficaram indignados em servirem de coadjuvantes de uma cena pastelão", escreve o jornalista Florestan Fernandes Jr.

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(Foto: RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES)


Por Florestan Fernandes Jr., para o Jornalistas pela Democracia 

O amadorismo do governo Bolsonaro atravessou a Praça dos Três Poderes e entrou, sem ser convidado, no Palácio do Supremo Tribunal Federal. Acompanhavam o excelentíssimo presidente da República, seu ministro da economia e uma dezena de empresários.  

Educadamente, o presidente do Supremo, ministro Dias Tofoli, abriu uma brecha em sua agenda para ouvir do porta-voz do grupo, Paulo Guedes, a demanda do vizinho ilustre. Ele queria “apenas” uma mãozinha do STF para suspender a vigência do isolamento social nos estados e municípios. Segundo Guedes, a saúde das empresas é muito grave e várias estariam na UTI, bem perto da extrema-unção. Na visão do ministro ultraliberal, o momento é de oxigenar o capital, mesmo que, para isso, falte ar para milhares de brasileiros que padecem com o coronavírus. 

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Constrangido, Tofoli explicou para os inadequados vizinhos que essa não era incumbência do STF.  E aconselhou aos visitantes negociarem com os governadores e prefeitos uma agenda para a retomada das atividades econômicas. 

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O voluntarismo de Bolsonaro deve ter causado arrepios no pessoal do dinheiro. Ficou escancarado que o planejamento não faz parte do dia-a-dia dos inquilinos do Planalto. Na falta de um projeto de retomada econômica, de um norte para o país, Bolsonaro fez o que melhor sabe fazer, uma cena simbólica para passar a ideia de que está empenhado em defender empresários e trabalhadores. Como? Não perguntem a ele, porque a resposta pode ser um: “Cale a Boca”.

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O resultado do encontro com Bolsonaro não foi nada bom. Os empresários não gostaram da visita surpresa ao STF, se sentiram usados. E os ministros do Supremo ficaram indignados em servirem de coadjuvantes de uma cena pastelão.

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