O Apocalipse já começou para os palestinos, e a reação do mundo islâmico preocupa

"Devido aos últimos ataques depois da trégua os serviços de comunicação de Gaza estão inoperantes", escreve Hildegard Angel

Uma menina palestina chora após os ataques israelenses em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, 14 de outubro de 2023
Uma menina palestina chora após os ataques israelenses em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, 14 de outubro de 2023 (Foto: REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa)


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A ONU calcula que 80% dos palestinos de Gaza fugiram de suas casas - destruídas, invadidas ou pelo risco de permanecer nelas. Essas pessoas vagam pelas ruas, estradas, abrigadas em destroços ou acampamentos, usando os poucos infectos banheiros disponíveis. Infecções se generalizam. Para os palestinos, o apocalipse já começou e sem hora para acabar. 

Surgem maiores preocupações para a sobrevivência dos palestinos. Além dos bombardeios e da falta de tudo, as doenças se espalham na população de Gaza, que não tem mais sistema de saúde a recorrer. Doenças pulmonares contagiosas, disenteria, diabetes, males cardíacos, infecções se multiplicam com grande número de mortes.

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O Ministério da Saúde de Gaza, que a Globo chama de "Ministério da Saúde do Hamas", anuncia que 15.899 palestinos foram mortos nesses 59 dias de guerra. As Forças de Defesa de Israel atingiram 200 alvos entre ontem à noite e hoje de manhã e demoliram o principal tribunal de Gaza, que foi financiado pelo Qatar ao custo de 14 milhões de dólares.

A situação se agrava, com perdas para os lados. Os palestinos reagem, na defesa de Gaza, e mataram 

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70 soldados de Israel numa emboscada, conforme vídeo que circula, que a mídia hegemônica não mostra nem vai mostrar. 

A força rebelde Ansarullah do Iêmen atacou um barco da força naval israelense e um navio civil, no Mar Vermelho, e um navio de guerra americano também foi atingido pelo Povo Livre do Iêmen. Além disso, um navio de guerra britânico foi avariado - isso não está confirmado, porém foi confirmado que os dois navios de Israel foram atacados com sucesso pelo grupo rebelde Ansarullah, com utilização de drones e até de um navio de cruzeiro. Em breve, ficará impossível a Israel navegar no Mar Vermelho e sobretudo atravessar o Estreito de Hormuz. Os custos dos seguros marítimos irão ao espaço. 

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Há também custos econômicos para a população de Israel com a mobilização de 165 mil reservistas, apesar dos bilhões dos EUA e outros apoiadores. Contudo, é triste dizer, mas apenas 1,7% dos israelenses acham que as forças do seu país exageram em Gaza. Para a maioria, Israel tem que pegar mais pesado. O senso comum é que Israel está no caminho certo. Não será o povo de Israel que irá interromper esse crescendo de destruição, e não será também a retirada de Netanyahu da cena que encerrará tal conflito! 

O analista Gideon Levy, do Haaretz, diz que nem as manifestações em todo o mundo mudarão a opinião pública de Israel. Há uma pesquisa em andamento sobre o que poderá interromper esse abate, do seu ponto de vista. Quando as possibilidades são "Limpeza étnica" e "Genocidio", os percentuais de rejeição à guerra são pequenos. 

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As reações indignadas em todo o mundo preocupam Israel, que elevou seu nível de alertas aos turistas israelenses em suas viagens à Europa, inclusive França, Inglaterra, Alemanha, e também recomenda evitarem exibir símbolos israelitas e judaicos, bem como frequentar reuniões. A Turquia prevê "sérias consequências "se Israel tentar caçar membros do Hamas que vivem fora dos territórios palestinos, inclusive na Turquia. Atos de terrorismo começam a ocorrer. Há neste momento um em andamento em Paris. Outros são relatados em Dublin e mais locais na Europa. A ira islâmica pós Iraque, que havia se aplacado, retorna agora com força.

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