O arroz está caro? Toda a culpa é do Temer e do Bolsonaro

"Fica a lição: os políticos que mentiram para dar o golpe na democracia em 2016 (Michel Temer e seus asseclas) e para vencer a eleição em 2018 (Bolsonaro e seus milicianos) não cuidam da segurança alimentar e da defesa do poder de compra dos brasileiros pobres", escreve o deputado distrital Chico Vigilante

www.brasil247.com - Michel Temer e Jair Bolsonaro
Michel Temer e Jair Bolsonaro (Foto: ABr | Reuters)


O povo está horrorizado com os preços dos alimentos, principalmente do arroz, feijão, óleo de soja e a carne. O arroz custava 10 a 12 reais no governo Dilma, o feijão de R$ 2,50 a 4 reais, o óleo de soja, R$ 3,00 a 3,50 e a carne de 1ª, 20 a 35 reais, por quilo.

Tudo subiu muito, mas o arroz deu o maior salto, chegando a R$ 42,00 em alguns supermercados. O cidadão comum, desempregado ou arrochado, com as tarifas de água e luz subindo, com o ônibus e metrô reajustados, fica assustado e sem entender a razão.

Vamos então alinhavar alguns fatores que levam a esse sofrimento, em tempos de pandemia. 

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Em primeiro lugar, a culpa é do golpe de 2016. Segundo o agrônomo Jairo Menegaz, de lá pra cá, Temer e Bolsonaro fecharam as fábricas de fertilizantes da Petrobrás, obrigando os agricultores a importar ureia. Com o dólar a R$ 5,30, os custos dos insumos explodiram. Além disso, reduziram  os estoques reguladores da CONAB. As aquisições do Governo Federal, fundamentais para regular o mercado, despencaram.

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Para piorar o quadro,  com a pandemia, países que pensam na segurança alimentar e controle do custo de vida seguraram as exportações para defender o abastecimento do mercado interno. Houve redução na oferta mundial, elevando os preços do arroz e outros alimentos. Ao mesmo tempo, “houve uma grande desvalorização do real, tornando os preços do arroz, em reais, muito mais atraentes, quando exportados”, acrescenta o jornalista Luis Nassif em artigo no qual denuncia a irresponsabilidade do governo federal. Nesses momentos, prossegue Nassif, “o instrumento óbvio do governo são os estoques reguladores, mantidos pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Acontece que do impeachment para cá, o ultraliberalismo dos governos Temer e Bolsonaro levaram à redução drástica dos estoques.” 

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Fica a lição: os políticos que mentiram para dar o golpe na democracia em 2016 (Michel Temer e seus asseclas) e para vencer a eleição em 2018 (Bolsonaro e seus milicianos) não cuidam da segurança alimentar e da defesa do poder de compra dos brasileiros pobres. Deixaram os grandes arrozeiros, a turma do “AGRO é POP”, exportarem a produção nacional. Deixaram o dólar disparar, apesar das reservas deixadas por Lula e Dilma, de mais de 370 bilhões de dólares, que poderiam ser usadas para defender a moeda nacional, o Real.

O povo que no tempo do PT fazia seu churrasco com carne de primeira, linguiça de pernil, cerveja da boa, arroz e feijão de qualidade, está percebendo as perdas que estão tendo. Os que votaram no miliciano, esperando comprar um 38 (ilusão de segurança), estão pagando o arroz a mais de R$ 38 o quilos. Os que votaram no professor estão sofrendo, também, mas com a consciência tranquila. O único jeito é unir os que erraram e os que acertaram para pôr um fim nessa esculhambação maldosa, chamada governo Bolsonaro. Vamos lutar?

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