O Brasil como “bucha de canhão” de Trump

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, foi visto na tarde deste domingo na Cidade do Panamá fazendo conexão para os Estados Unidos. Isso é apenas o introito de uma história que, necessariamente, levará o país do "Fora Temer" à condição de "bucha de canhão" de Donald Trump

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, foi visto na tarde deste domingo na Cidade do Panamá fazendo conexão para os Estados Unidos. Isso é apenas o introito de uma história que, necessariamente, levará o país do "Fora Temer" à condição de "bucha de canhão" de Donald Trump
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, foi visto na tarde deste domingo na Cidade do Panamá fazendo conexão para os Estados Unidos. Isso é apenas o introito de uma história que, necessariamente, levará o país do "Fora Temer" à condição de "bucha de canhão" de Donald Trump (Foto: Esmael Morais)
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O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, foi visto na tarde deste domingo (17) na Cidade do Panamá fazendo conexão para os Estados Unidos. Isso é apenas o introito de uma história que, necessariamente, levará o país do "Fora Temer" à condição de "bucha de canhão" de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos convocou os países da América Latina que fazem fronteira com ou próximos da Venezuela — quais sejam Brasil, Colômbia e Peru — para uma rodada em Nova York. O objetivo não é nada nobre: invadir a pátria de Nicolás Maduro.

Por outro front, sem a presença do Brasil, México, Paraguai e Chile participaram de uma cúpula em apoio à aposição Venezuela em Santo Domingo, na República Dominicana. Os três países se colocaram como "garantes" de um movimento para tirar Maduro e os chavistas do poder.

O diabo é que Maduro não está solitário na resistência. Ele conta com os apoios da Rússia e do capital chinês que lhe compra o petróleo e investe em obras de infraestrutura deixadas para trás pela brasileira Odebrecht.

"É como se fosse a reedição da guerra dos foguetes de Cuba", compara o senador Roberto Requião (PMDB-PR) que está em El Salvador, na América Central, onde realiza assembleia para deixar a presidência do Eurolat – o parlamento euro-latino-americano.

A exemplo do Brasil, a Europa também está fora do jogo diplomático.

Para ferver mais o k-suco, a China vem aumentando substancialmente sua presença no Brasil. Ela já possui parte das hidrelétricas, jazidas de petróleo, e avança em outros ativos colocados à venda pelo governo Michel Temer.

Diplomaticamente falando, o Brasil está fora disso tudo. Não se interessa pela crise de seus vizinhos, mas, vergonhosamente, pode se transformar numa "bucha de canhão" de Trump.

Os primeiros passos dessa submissão ao Grande Irmão do Norte foram o exercício militar conjunto das formas armadas do Brasil e dos EUA na Amazônia. O desembarque das tropas norte-americanas está previsto para ocorrer entre 6 e 13 de novembro no município brasileiro de Tabatinga, situado na margem esquerda do rio Solimões, na tríplice fronteira entre Peru, Brasil e Colômbia.

"Brasil, Colômbia e Peru foram chamados aos Estados Unidos para fazerem o trabalho sujo contra a Venezuela", denuncia Requião que já presidiu a Comissão de Relações Exteriores do Senado. "A América Latina pode ser transformada em um novo Afeganistão", alerta.

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