O Brasil diz não ao candidato do fascismo

Sem dúvida, o movimento das mulheres pelo #Elenão foi além da questão de gênero e se constituiu na mais contundente manifestação antifascista dessa campanha. Os protestos contra o Coiso, como ele acabou sendo chamado, significaram a rejeição radical ao produto final do Golpe

O Brasil diz não ao candidato do fascismo
O Brasil diz não ao candidato do fascismo

Os protestos do #EleNão, organizados pelas mulheres no Brasil e no exterior, continuam repercutindo. Há dois dias de sua realização, a dimensão política desse evento pode ser melhor avaliada em todo a sua riqueza política. Sem dúvida, o movimento das mulheres foi além da questão de gênero e se constituiu na mais contundente manifestação antifascista dessa campanha.

Esse levante das mulheres contra o fascismo, o machismo e o racismo, já se tornou um fato histórico tal como o levante popular pelas Diretas Já contra a ditadura militar e o levante da juventude dos Caras Pintadas contra Collor, o Coiso daquela época.

O 29 de Setembro de 2018 expressou nas ruas o fracasso do Golpe, algo que as pesquisas já vinham sinalizando. Os protestos contra o Coiso, como ele acabou sendo chamado, significaram a rejeição radical ao produto final do Golpe, seu saldo eleitoral feito exclusivamente de ódio e de manipulação de mentes, seguindo fielmente os exemplos das campanhas da grande mídia contra a legítima presidenta Dilma, contra Lula e contra o PT.

O Coiso é a continuação direta da política antipovo e antinacional do golpista Temer, principalmente do racismo, do machismo e homofobia que inspira esse governo. Na verdade, o que o Coiso propõe é transformar todo essa discriminação e ódio em política de governo.

Mas se as elites conservadores sempre foram historicamente racistas e machistas, em nosso povo predominam a tolerância e a solidariedade. Nas manifestações do #EleNão as mulheres defenderam seus direitos, mas também falaram pelo Brasil sem voz. O povo quer inclusão social, educacional e cultural e não a exclusão proclamada pelo Coiso, para quem os pobres são os responsáveis pela pobreza. Contudo, ele não quer diminuir a pobreza combatendo as desigualdades sociais, como fizeram os governos de Lula e Dilma e propõe agora Haddad, para os quais pobre é solução.

O Coiso quer diminuir a pobreza matando pobres ou impedindo-os de nascer por meio do controle de natalidade imposto às mulheres de baixa renda. Ao prometer metralhar a Rocinha não o faz como figura de linguagem, mas à vera. A sua proposta de "Bolsa Família" não é para proteger a família, mas para exigir como condição a laqueadura.

Foi esse sentimento civilizatório do humanismo que as mulheres trouxeram à tona em suas manifestações, buscando superar o ódio pelo respeito às diferenças, aos direitos humanos e, sobretudo, à igualdade racial e de gênero. Ficou claro que a polarização que o país vive é da opção do povo contra o retrocesso das elites. E isso tem um nome: democracia com inclusão social, participação popular e soberania nacional.

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