O Brasil dos destituídos, os avanços nos governos do PT

Entre plutocratas e destituídos, os últimos doze anos deram vitalidade aos últimos: os 10% mais pobres tiveram crescimento de renda real per capita (descontada a inflação) de 107%, enquanto os mais ricos obtiveram incremento de 37%

Entre plutocratas e destituídos, os últimos doze anos deram vitalidade aos últimos: os 10% mais pobres tiveram crescimento de renda real per capita (descontada a inflação) de 107%, enquanto os mais ricos obtiveram incremento de 37%
Entre plutocratas e destituídos, os últimos doze anos deram vitalidade aos últimos: os 10% mais pobres tiveram crescimento de renda real per capita (descontada a inflação) de 107%, enquanto os mais ricos obtiveram incremento de 37% (Foto: João Marcelo)

A disputa mais acirrada desde 1989 mostrou a vitalidade do projeto democrático-popular capitaneados por Lula e Dilma: pela quarta vez consecutiva, o PT e seus aliados derrotaram o PSDB, representante do imperialismo colonialista, do rentismo predatório e, principalmente, dos potentados da plutocracia brasileira.

Entre plutocratas e destituídos, os últimos doze anos deram vitalidade aos últimos: os 10% mais pobres tiveram crescimento de renda real per capita (descontada a inflação) de 107%, enquanto os mais ricos obtiveram incremento de 37%. Pela primeira vez em mais de cinquenta anos, a melhora de renda dos brasileiros vem acompanhada por uma queda significativa da desigualdade social.

Quando tomou posse, Lula afirmou: "Enquanto houver um irmão brasileiro ou uma irmã brasileira passando fome teremos motivos de sobra para nos cobrir de vergonha...". Em 2001, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, o cruel flagelo da fome matava 300 crianças por dia. Com o aumento no salário mínimo, a geração recorde de empregos e a dirimirão das desigualdades regionais, 36 milhões de brasileiros se mantêm fora da extrema pobreza e 42 milhões ascenderam a nova classe trabalhadora.

Havia uma época em que casa própria no Brasil era um sonho distante. Em uma situação deplorável, muitos consideravam essa hipótese tão remota que acreditavam como única alternativa ganhar residências em sorteios na televisão. Considerado pela ONU como "exemplo para o mundo" o Minha Casa, Minha Vida já beneficiou sete milhões de brasileiros. A prioridade é para os que ganham até R$ 1.600, que pagam 5% de sua renda por dez anos. De acordo com o IPEA, a prestação média dos beneficiários de baixa renda é de R$ 64,96.

Entre 2003 e 2013, o PIB real total cresceu 45%, a inflação média do governo Dilma é a menor da história (6,07%, contra 7,5% do período Lula e 12,4% do governo FHC) e a dívida líquida do setor público está no nível mais baixo da história: 33,8% do PIB. O mundo reconheceu os esforços macroeconômicos do Brasil: o investimento estrangeiro direto alcançou, em plena crise econômica internacional, a cifra assombrosa de 64 bilhões de dólares.

Muito ainda há de ser feito. Ainda temos, segundo analistas, a maior taxa de juros reais do mundo. Não conseguimos abandonar em definitivo o tripé macroeconômico liberal e os avanços sociais, embora significativos, precisam ser aprofundados. Os serviços públicos, em especial saúde e transporte popular, carecem de investimentos. O Partido dos Trabalhadores, maior esperança da esquerda brasileira, envelheceu e precisa ser reformulado. O sistema político privilegia os endinheirados e o Congresso é uma representação distorcida da sociedade.

Os próximos quatro anos serão desafiadores. Da direita, podemos esperar tentativas de desestabilização institucional e ataques virulentos. Os setores ditos "mais à esquerda", com o discurso mágico característico, não serão solidários. Por isso, precisamos adensar nosso projeto, disputar a hegemonia cultural e, principalmente, pressionarmos o Congresso mais conservador da história a aprovar as reformas que o Brasil quer e precisa.

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