O Brasil não é o País das bananas, a "crise" é da mídia — Golpe, não!

A estratégia da mídia porta-voz da direita e dos ricos, como os magnatas bilionários de imprensa, é baixar ao máximo a autoestima do cidadão, dar uma conotação de um País sem rumo e com um Governo recalcitrante

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A estratégia da mídia porta-voz da direita e dos ricos, como os magnatas bilionários de imprensa, é baixar ao máximo a autoestima do cidadão, dar uma conotação de um País sem rumo e com um Governo recalcitrante (Foto: Davis Sena Filho)


Evidentemente que o Brasil não é um País das Bananas, apesar do pensamento equivocado, colonizado e perverso da casa grande, que sonha, eternamente, manter a senzala intacta, ou seja, submissa e ignorante, porque somente assim as "elites" poderão eternizar suas vantagens, seus benefícios, bem como o acesso ao dinheiro e ao poder.

É o que se denomina de "olhar imperial" de uma casta poderosa, dominadora dos meios de produção e controladora do Estado, que serve como instrumento para que a grande burguesia realize seus negócios com segurança e a ditar as regras econômicas e políticas para o restante da sociedade, que é a maioria composta pelo proletariado e pela pequena burguesia, também conhecida como classe média — a tradicional e alta. Estas sem o controle dos meios de produção, e, por sua vez, empregadas do empresariado, que a utiliza como gerenciadora de seus negócios, pois de origem universitária.

A base do sistema capitalista, no que concerne à repercussão, à propaganda e à defesa dos valores e princípios burgueses é a classe média, muito mais que o proletariado, que é bombardeado, no decorrer de toda uma vida, sobre as maravilhas do capitalismo, sem, no entanto, ter acesso a esses "privilégios", porque, na verdade, este grupo social e de trabalhadores é mão de obra barata, moradores dos guetos, das comunidades carentes, dos alagados, dos morros, dos bairros longínquos e da periferia das cidades.

A mão de obra barata que afrouxa o cinto e só passa a respirar um pouco quando governantes populares, que as "elites" para desqualificá-los os chamam de "populistas", conquistam o poder central e, com efeito, passam a efetivar políticas públicas, que se baseiam, notadamente e no mundo inteiro, no fortalecimento do mercado interno por intermédio dos programas de inclusão social e nas atividades de projetos de construção civil, de infraestrutura e logística, a ter como propulsoras do desenvolvimento as empresas estatais.

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Somente o Estado é capaz de distribuir renda e riqueza. A iniciativa privada não o faz; e, se o fizer, realiza a distribuição de forma tímida e pontual. As empresas privadas trabalham para o enriquecimento de seus proprietários. Ponto. Contrata empregados, mas paga salários baixos e destina os maiores para seus executivos, que cumprem metas muitas vezes sobre-humanas. Contudo, e apesar do salário alto, são poucas pessoas bem empregadas, que, quando demitidas, dificilmente se recolocarão no mercado, no mesmo cargo e com o salário que perdeu. É fato.

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O Estado é o indutor do desenvolvimento, como ficou comprovado nos governos de Getúlio Vargas, de perfis desenvolvimentistas e estruturalistas, bem como tentou dar continuidade ao projeto nacional dos políticos trabalhistas o presidente deposto em 1964, João Goulart, além de Luiz Inácio Lula da Silva, que principalmente a partir de 2006 direcionou seus projetos para o crescimento econômico com inclusão social, ao ponto de criar mais de 10 milhões de empregos e levar, em dado momento, o Brasil se tornar a sexta economia do mundo.

Os inúmeros programas sociais do Governo Lula, juntamente a tocar este projeto generoso para o Pais, a chefe do Gabinete Civil, Dilma Rousseff, fomentaram a economia interna, o que impulsionou a geração de empregos e a distribuição de renda. Vale ressaltar que a mover essa engrenagem de crescimento a política externa do presidente Lula, à frente o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que se empenhou, com competência, para que o Brasil se tornasse referência no que tange a realizar novas parcerias e a concretizar os blocos econômicos e políticos já existentes.

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Blocos como o Mercosul, a Caricom, a Cepal, a Unasul, além de criar os Brics e incrementar as relações Sul-Sul, que viabilizaram e aumentaram o comércio brasileiro com os países africanos, o que cooperou, dentre outras questões, como o mercado interno brasileiro, que fez com que o Brasil não sentisse em demasia a crise mundial de responsabilidades dos países ricos europeus e dos Estados Unidos. Nunca se viu tanta irresponsabilidade e roubalheira por parte do grande empresariado e dos banqueiros desses países. Praticamente ninguém foi preso, a despeito dos suicídios e das falências de milhares de pessoas. Impunidade!

Ah, Lula fez uma grande favor ao Brasil e à América do Sul: mandou a Alca dos estadunidenses para o espaço, sendo que o México se estrepou e até hoje tenta se recuperar. O PSDB tem um projeto de atrelar o Brasil à Alca e, consequentemente, entregar à gringada esperta, protecionista e nacionalista o gigantesco mercado interno brasileiro, além de vender o que restou das estatais, a começar pela Petrobras e o Pré-Sal, que, por lei, destina grande soma de recursos financeiros e orçamentários para a saúde e a educação. A Chevron dos gringos agradece, penhoradamente, e comemora com champanhe a doação de brasileiros colonizados, entreguistas, subservientes e traidores da Pátria, a exemplo de José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves e Geraldo Alckmin, privatistas crônicos e entreguistas apátridas. Amigos do Mickey e admirados pelos coxinhas patetas.

Por causa dessa engrenagem social controlada pela burguesia temos, em certos períodos da história, especificamente a do Brasil, a quebra do monopólio do poder político e estatal. Esse rompimento, que não é completo, pois negociado, acontece com a ascensão de governos populares, de caracteres nacionalistas e possuidores de programas e projetos que tem por finalidade efetivar o desenvolvimentismo, que começou, de forma mais ampla e consistente, na Era Vargas, o construtor do Estado nacional e o edificador da industrialização do Brasil, que, para industrializar o País, efetivou a criação e a promulgação das leis trabalhistas. Enfim, o Brasil começou, de fato, o caminho da civilização.

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Até então esta Nação era agrária, exportadora de produtos primários e importadora de produtos manufaturados. Este sistema, quase escravocrata, era um benefício só para a casa grande, que até hoje, em pleno ano de 2015, sente nostalgia dos tempos de escravidão, porque sua vocação para a exploração, juntamente com seu sectarismo anacrônico, são os combustíveis fundamentais para a máquina que move o sistema que a beneficia e faz seus privilégios vicejarem não pare nunca de funcionar.

Todavia, a irresponsável e golpista oposição (leia-se imprensa de mercado, PSDB e seus aliados, setores da Justiça, do MP e da PF e segmentos empresariais) ficam a bater, diuturnamente, na tecla do golpe. Golpe, sim. Ponto. Derrubar uma mandatária que venceu as eleições de forma legítima, a se subordinar ao Estado de Direito e ao jogo democrático é golpe. Impeachment é golpe, sim senhor! E não deveria nem ser discutido, se a oposição não fosse tão bisonha, tacanha, provinciana e de alma secularmente golpista. E por quê? Respondo com uma indagação: você leu o que está escrito no texto acima? Se leu, é exatamente por isto.

Homens experientes, vividos politicamente e que se consideram cosmopolitas, a exemplo de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I ou o Príncipe da Privataria —, a acompanhá-lo nessa sordidez e infâmia figuras derrotadas e inconformadas, como Aécio Neves e José Serra, que guardam seus rancores e ódios no freezer, depois os liberam para tentar fazer do Brasil uma republiqueta, porque como representantes da casa grande, não aceitam que a Nação brasileira se torne independente, emancipada, instruída e dona de seu destino.

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De forma alguma essa gente tucana e seus apoiadores se comprometem com a democracia e com a igualdade de oportunidades, pela razão de serem antidemocráticos. A verdade é a seguinte: o Brasil enfrenta uma crise política, muito mais do que econômica. As notícias sobre a crise econômica, que não é do tamanho que a imprensa de negócios privados mostra, são superdimensionadas, propositalmente direcionadas e perversamente manipuladas para que o povo brasileiro jamais eleve sua autoestima.

A estratégia da mídia porta-voz da direita e dos ricos, como os magnatas bilionários de imprensa, é baixar ao máximo a autoestima do cidadão, dar uma conotação de um País sem rumo e com um Governo recalcitrante, e, principalmente, apagar da memória do povo brasileiro as conquistas que ele obteve nos últimos 13 anos, sob a batuta de governos e governantes trabalhistas, que, tais quais aos governos de Getúlio Vargas, efetivaram um ciclo econômico de desenvolvimento social e econômico. E estas realidades, sem sombra de dúvida, não constam nos programas e projetos da direita brasileira — a casa grande. É isso aí.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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