O Brasil optou por continuar mudando

Nas relações com o empresariado, novas pontes precisam ser construídas para recuperar o nível de investimento privado, tanto na indústria como na agricultura

Neste último confronto entre pobres e ricos, progressistas e conservadores, esquerda e direita, desenvolvimentistas e neoliberais, o projeto de Dilma Rousseff foi vitorioso com mais de 55 milhões de votos.

Venceu a presidenta que defende os interesses diretos dos trabalhadores,dos setores medios e dos setores produtivos, que investem e criam empregos no país. Dilma Rousseff defende vida nova para o Brasil, porque acredita que um pais forte e soberano, precisa de uma economia forte que não prescinda da inclusão da maioria do seu povo. Ela sabe que é necessário combinar mercado e Estado, ao invés de professar o credo neoliberal do Estado mínimo ou mercado auto regulado.

Nas urnas, o Brasil decidiu continuar a promover o desenvolvimento econômico e a diminuir as desigualdades sociais, única forma de assegurarmos nossa escalada na economia mundial em termos competitivos, sem exclusão do povo trabalhador e sem submissão as grandes potencias mundiais.

Estes doze anos de governo voltado à inclusão social já mudaram a cara e o coração do país. Por isso, o sistema financeiro e seus economistas e articulistas, que representam os interesses dos grandes rentistas, reúnem todas as suas forças contra Dilma.

Os próximos quatro anos serão de novos e grandes desafios. Na economia,sabemos que é enecessario recuperar e fortalecer a nossa Industria e de alavancar o crescimento e, ao mesmo tempo, manter sob rigoroso controle a inflação. Mas sem prejuízo das políticas de ampliação de emprego e renda e redução das desigualdades sociais.

“O Brasil quer (está na Constituição de 1988) uma sociedade em que haja plena liberdade de iniciativa e exista uma política consciente de aumento da igualdade de oportunidades. A vida do cidadão tem que ser menos dependente do lugar onde ele nasceu. E o Brasil quer uma sociedade em que aqueles que não tiveram a sorte de ter encontrado seu caminho sejam assistidos e preparados para viver sua vida com dignidade”. Palavras de Delfim Netto, ex-ministro da economia do período militar. Para ele, o governo tem pela frente a tarefa de dialogar com os setores industriais, para uma retomada consistente das exportações.

Em artigo publicado esta semana, o governador da Bahia, Jaques Wagner, lembra que é hora de investir em novas infraestruturas – em áreas como transporte, comunicações e energia, por exemplo - e ampliar o diálogo com a sociedade, cada dia mais exigente. Vivemos doze anos de mudanças efetivas na distribuição de renda e na ampliação de direitos sociais fundamentais. É preciso, agora, acertar o passo com essas mudanças, redefinindo as relações com os movimentos sociais e empresariais.

Nas relações com o empresariado, novas pontes precisam ser construídas para recuperar o nível de investimento privado, tanto na indústria como na agricultura, avançar no aumento da produtividade industrial, optando pelo caminha da ciência, da tecnologia e da inovação, com forte formação técnica do nosso trabalhador. Mobilizar os recursos da intermediação comercial e logística e consolidar o crescimento dos serviços.

Na área de infraestrutura logística brasileira, fundamental para o crescimento e a competitividade de nossa economia, investimentos públicos e parcerias com a iniciativa privada já estão mudando radicalmente nossas rodovias, ferrovias, aeroportos, portos, nossa capacidade de geração de energia e nossa infraestrutura urbana, com destaque para habitação, mobilidade urbana e saneamento básico. O Brasil de Dima e Lula ficará marcado como o período da história recente com mais entregas de grandes obras de infraestrutura.

Desde 2007, foram concedidos 8.630 km de rodovias, que correspondem a 13% da malha rodoviária federal, e foram construídos ou duplicados 6,1 mil km de rodovias. Após décadas de paralisação de investimentos em ferrovias, foram construídos 1,96 mil km de novas ferrovias e o novo modelo de concessão e operação ferroviária foi aprovado. Para aumentar a produtividade de nossa infraestrutura portuária, concluímos a dragagem de 13 portos e ampliamos berços, cais e melhoramos acessos terrestres em 9 portos. Com a nova Lei dos Portos, aprovada em 2013, ampliamos a participação do setor privado no setor portuário, por meio de arrendamentos nos portos organizados.

A capacidade instalada de nossos aeroportos cresceu 191% entre 2002 e 2013, passando de 97,9 milhões para 285 milhões de passageiros por ano. Concluímos obras de ampliação de terminais de passageiros, pátios e pistas em aeroportos. Durante o governo Dilma, foram concedidos 6 grandes aeroportos nacionais - Guarulhos/SP, Campinas/SP, Brasília/DF, Galeão/RJ, Confins/MG e São Gonçalo Amarante/RN. Entre 2003 e 2014, retomamos a construção de grandes usinas hidrelétricas e foram acrescidos ao parque gerador brasileiro 48.866 MW, cerca de 60% da capacidade instalada do País em 2002. 

Agora teremos um novo desafio, que pede para mudar mais, sem comprometer o que já mudou. Estou plenamente seguro de que este é o maior desafio entregue às mãos competentes de Dilma Rousseff.

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