O brincar na infância

Trata-se de elemento fundamental ao desenvolvimento da personalidade do sujeito. Por meio dele, a criança pode vivenciar as possibilidades de contato com o mundo externo e com os outros

Trata-se de elemento fundamental ao desenvolvimento da personalidade do sujeito. Por meio dele, a criança pode vivenciar as possibilidades de contato com o mundo externo e com os outros
Trata-se de elemento fundamental ao desenvolvimento da personalidade do sujeito. Por meio dele, a criança pode vivenciar as possibilidades de contato com o mundo externo e com os outros (Foto: Marcelino Viana)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

O brincar na infância constitui-se como elemento fundamental ao desenvolvimento da personalidade do sujeito. Por meio dele, a criança pode vivenciar as possibilidades de contato com o mundo externo e com os outros, ser inserida na cultura, potencializar a sua autoimagem, a sua capacidade de expressão verbal e psicomotora, além de contactar com a criatividade, trata-se dos primeiros passos para o desejo de aprender, já que o brincar é essencial a essa aprendizagem.

Uma observação aparentemente óbvia e, ao mesmo tempo, séria é que as crianças do mundo contemporâneo não brincam tanto quanto as crianças de algumas décadas atrás. O advento da Internet e a evolução tecnológica, além de problemáticas sociais urbanas, têm deixado as famílias mais restritas aos seus espaços residenciais, limitando também os espaços de liberdade, é necessário ponderar o uso dessas tecnologias, o excesso nunca é benéfico.

Em minha experiência com a clínica Psicomotora Relacional no Centro Internacional de Análise Relacional (CIAR), percebo quanto o brincar é fundamental para constituição de uma criança mais saudável e positiva. Nessa prática criada pelos professores franceses Andre e Anne Lapierre e amplamente difundida no Brasil por Maria Isabel Bellaguarda Batista (CE) e José Leopoldo Vieira (PR), diretores da referida instituição, a criança, por meio de um brincar cheio de significados, experiência um momento de expressão do seu mundo interno, de desenvolvimento pessoal e interpessoal, onde ela aparece por inteiro com suas emoções, suas fantasias, sua inteligência em construção.

Na medida em que a criança se sente desejada e amada, passará a retribuir os sentimentos que a rodeiam e a identificar as regras do ambiente familiar e social, respeitando-as, lembrando também que receber amor não deve ser confundido com dar tudo que o filho quer ou deixá-lo fazer tudo o que deseja. A realidade é que uma criança que brinca possui muito mais possibilidades de tornar-se um adulto seguro e independente.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247