O capitão do mato do mundo moderno

O capitão do mato vai abrindo caminho para o colonizador, que de longe aguarda as riquezas dessa terra e mais uma continência. Agora, ao povo dessa terra, não tardará muito para que o efeito entorpecedor venha passar. Quando a lucidez chegar, com sorte, ainda, não tenhamos caído no precipício

O capitão do mato do mundo moderno
O capitão do mato do mundo moderno (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O colonialismo contemporâneo não faz o uso dos mares em busca de novas terras para explorar e escravizar o povo.  

Distante das garruchas e chicotes propriamente ditos, o capitão do mato contemporâneo também não utiliza facão para abrir caminho nem tão pouco chapéu de couro ou monta a cavalo.

Esse moderno capitão, utiliza as redes para navegar e promover ondas de mentiras que como ópio entorpecem e levam o povo a mais precária  e miserável situação social e econômica.

Servente ao capital estrangeiro e apoiado de um lado por neopetacostais e do outro por uma burguesia que, na colônia, acumula riquezas através de terras conhecidas como “mídia”, o capitão do mato vestido em terno alinhado e ideais fascistas dissemina o ódio e a deturpação de valores.

Com uma proposta desastrosa de Estado mínimo  o desmonte de direitos é apresentado ao país como solução de problemas.

Através  do desmonte fica fácil dominar!

Desmonte da educação, direitos trabalhistas formam a chave e o cadeado que prendem qualquer possibilidade de desenvolvimento, liberdade e direitos de qualquer  sociedade.

O capitão do mato vai abrindo caminho para o colonizador, que de longe aguarda as riquezas dessa terra e mais uma continência.  

Agora, ao povo dessa terra, não tardará muito para que o efeito entorpecedor venha passar. Quando a lucidez chegar, com sorte, ainda, não tenhamos caído no precipício.

O propósito sombrio vai além do entreguismo, o desejo de massacrar as minorias, desvalorizar a cultura, expropriação de terras indígenas e criminalização  de movimentos sociais refletem a face totalitária e cruel desse governo.

A partir de uma ótica superficial podemos comparar esse governo a uma verdadeira trupe de loucos que não sabem o que vão fazer.

Na afirmativa acima, de fato, é inegável a transparência de incapacidade e distúrbio por parte da trupe, porém, quando de uma forma fria observamos o passo a passo da proposta de desmonte  percebemos o perigo:

No que atinge ao  trabalhador o passo a passo vai da reforma trabalhista, que  transforma leis em “informalidade”, passando pela extinção do Ministério do Trabalho, que a olhos  sensatos é uma porta aberta a exploração e precarização do trabalho, até uma reforma da previdência.

No campo do desenvolvimento humano, o sucateamento da educação, e as propostas mais bizarras possíveis que notoriamente impossibilitam qualquer possibilidade de desenvolvimento e ascensão.  Aprisionando o pensar, a liberdade e a crítica.

Diante disso, não podemos vacilar ou debochar, é um projeto com início, meio, e se for falar em fim, só se for da democracia.

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