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Francisco Calmon

Combatente da ditadura desde a adolescência, prisioneiro nos cárceres da ditadura do Doi-Codi ao HCE. Advogado, administrador e analista de TI. Organizador da RBMVJ e do Canal Pororoca.  Autor e organizador de vários livros, entre eles “60 anos do golpe: gerações em luta”.

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O coletivo acima do individual. Hadad governador de São Paulo

A elite burguesa se concentra em São Paulo e a sua contraface, a maioria da classe operária, também

Lula e Fernando Haddad (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Lula tem faro e persistência para alterar a correlação eleitoral histórica do maior estado do país. 

Alkimin, Hadad, Marina e Tebet, possíveis candidatos em São Paulo, têm potencial de alterar essa correlação. São duas vagas para o Senado e uma para governador.

Nunca tivemos um quarteto deste com tal potencialidade. 

O que falta? O tempo é curto para a decisão!

Marina pode voltar ao PT, Tebet pode ir para o PSB. 

Alkimin, não está disposto a enfrentar a maratona de uma eleição em SP. O PSB o quer na vice do Lula. Ocorre que ele já não agrega mais votos do que os já adicionados, por isso, parcelas do PT gostariam de um outro nome para ampliar ainda mais o leque de alianças. Porém, ninguém nega que ele fez uma bom trabalho no governo e os paulistas querem a sua manutenção pelo óbvio de ser de SP e o PSB idem.

Dizer, como assertivou Dirceu, que sem Alkimin o Lula perde, é uma profecia exagerada e não uma análise baseada em variáveis.

Vou exagerar de outro lado: Lula não perde estas eleições nem que a vaca tussa.

Marina e Tebet demonstram disposição, depende agora do arranjo a ser feito por Lula e os partidos.

A demora não é boa, porque pode ir se consolidando os votos nos candidatos da extrema-direita, como o fascista miliciano Tarcísio Freitas.

As vezes o difícil é arranjar quadros, mas quando existem, o difícil é todos colocarem o coletivo acima do individual. 

Vamos saudar que o coletivo venceu o individual, e a esta altura Tarcísio deve estar pensando que, com o seu padrinho encarcerado e sem a máquina, como enfrentar o trio democrático e progressista contra a trinca dividida e fascista que estará capitaneando.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.