O "combalido" do pesadelo

1964, ditadura militar. 2019, falta de entendimento globalizado. O Planeta Terra está em uma Torre de Babel, e aqui no Brasil, eu não consigo entender nada de sério que venha do Planalto

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(Foto: Reuters)


Queria, todos os dias, acordar de um pesadelo.

Isso quando consigo dormir.

Quando o corpo e a mente estão exaustos eu vou para a cama sempre na esperança de estar vivendo um pesadelo e que no outro dia ao acordar, passará.

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1964, ditadura militar.

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2019, falta de entendimento globalizado.

O Planeta Terra está em uma Torre de Babel, e aqui no Brasil, eu não consigo entender nada de sério que venha do Planalto.

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Amanhã terei uma reunião de resistência, tão incipiente, mas, uma aqui, outra alí, conseguimos amarrar os nós.

Tudo começa como um trabalho de formiguinha, e temos que conciliar nossas vidas particulares, e ainda refletirmos e acharmos soluções.

Mas repito, é tão incipiente ainda?

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Inominavelmente falando, está tudo uma catástrofe, estou na galeria dos terrores, aliás, estamos, nós que não fomos tomados e contaminados por essa cegueira coletiva.

Falo como Jornalista, Literata, uma pessoa ligada à cultura por ter sido músico e compositor também. Abandonei os palcos em 2005.

Mas a Arte, ela se sobressai, ela rompe fronteiras, seja ela quais for, uma Tela, que represente por si só tanto, já é um estado eufórico de resistência.

Acordei agora, mas o pesadelo continua.

As dores na minha cabeça, como um cachorro que late exaustivamente, estridentemente, nos meus ouvidos.

Olha, ainda falta muito tempo para chegar a hora de eu “tentar” conseguir dormir novamente.

Apocalíptico como sou, muito tempo também para algo mudar.

Mas tentamos!

Lutamos!!

Militamos!!!

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