O crime de Aécio não tem Flagrância. Tem Fedor!

Fedor de cadeia, morte, miséria de institucionalizar da corrupção e o escarnio; do fundo de malas que guardam dinheiro sujo, a ser lavado. Enfim, fedor da bandidagem

aécio
aécio (Foto: Jair Antonio Alves)

De umas semanas até esta data, nas discussões envolvendo Aécio Neves no Senado e no STF, surgiu uma palavra pouco utilizada no dia a dia da imprensa, menos ainda nas redes sociais – Flagrância. O leitor menos avisado ou pouco afeito aos atos criminosos, com toda certeza ficou confuso. Não sem razão, alguns até chegaram a utilizar incorretamente o termo, confundindo com "fragrância" (aromas, perfumes). Sorte dos mais espertos que, antes de cometer mais uma "gafe", correram lá no Google e a confusão foi desfeita. A conversa, no entanto, não termina ai - pelo contrário.

Algo cheira mal nos capítulos finais desta novela, que teima em não terminar. Bastou uma semana para que toneladas de "lixo tóxico" fossem descobertos ou, como queiram, expostos a céu aberto os vídeos com dezenas de horas de gravação expondo o "submundo" da política brasileira praticada pelos construtores do golpe que teve inicio, não com uma "brincadeira" como alegou o senador Humberto Costa do PT do Pernambuco. Aécio como um criminoso confesso disse que o fez por sacanagem. Não só os vídeos como, também, na reta final da "compra dos votos" de deputados, para abortarem a segunda acusação do MPF contra Temer. A vergonha Nacional nunca vista na história do país: restaurar a Escravidão e, por último, a mais um absurdo - no Senado Federal, isentou o "meliante" mineiro de parte dos seus crimes. Alguém duvida que ele vá se safar dessa?

A maioria decidiu que, no caso de Aécio, não tem Flagrância do crime em que é acusado.

O que aconteceu ontem no Senado Federal, dia 17 de outubro de 2017, é muito mais do que "livrar a cara" de um marginal; é o tutorial do como têm agido os "podres poderes" que há pouco mais de um ano, tomou conta do país. O mais ridículo disto ocorreu com o próprio presidente do Senado, que inventou uma forma "inusitada" de calcular maioria. O resultado só seria proclamado se "um dos lados" atingisse maioria absoluta dos votos. Ou seja, se nenhum deles mudasse de opinião (quantitativamente) a disputa se estenderia ao infinito. Acaso o mesmo chegou a pensar no quórum, para derrubada de um veto presidencial? Mas, por justiça ao presidente que em muitos momentos lembra um "cantor de bolero" a esbórnia geral vem do Senado que não explicitou até o momento na verdade o que ficou decidido no dia anterior ao feriado. O STF decide e o Legislativo sanciona ou, dentro das prerrogativas do STF, que a mesma poderia ser derrubada posteriormente pela Casa, de onde se origina o parlamentar?

Sem contar que o voto de minerva da presidente do Supremo, foi claro - até porque ela repetiu várias vezes, "sou contra, somente quando provoca o afastamento do cargo". A retenção do passaporte do Senador, não impede que ele "exerça" o seu mandato. A não ser que pretenda se especializar em viajar em "missão diplomática" para outros países, "representando" o Poder Legislativo Brasileiro; como fez há um ano na Venezuela.
Enfim: algo nada parecido com fragrância que exala de tais situações – o Fedor. Fedor de cadeia, morte, miséria de institucionalizar da corrupção e o escarnio; do fundo de malas que guardam dinheiro sujo, a ser lavado. Enfim, fedor da bandidagem.

Obs: O colunista, Josias de Souza, na manhã de hoje "copiou" a expressão cunhada acima (mero trocadilho) e colada a Aécio Neves. Como o tenho como um dos expoentes da direita (remunerada) para produzir e confundir "mentes alienadas", eu escrevi aqui o meu protesto já ontem à noite (até mesmo antes do resultado da votação).

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