CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Michel Zaidan avatar

Michel Zaidan

382 artigos

blog

O crítico Celso Marconi e os ensinamentos nas crônicas do Jornal Commercio

Aprendi muito com o cinema. Sobretudo política

Cinema São Luiz, em Recife (Foto: Rebeca Martins/Brasil de Fato)
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Aprendi a ler e entender o cinema a partir das suas crônicas do Jornal do Commercio. Na adolescência e juventude. Devo a ele o conhecimento das diversas escolas e estilos de cinema: o neo-realismo italiano e seus diretores importantes, a nouvelle vague  francesa de Jean Luc Godard, o cinema espetáculo de Claude Lelouch, o bom filme americano, o neo-expressionismo alemão. Foi ele quem me orientou a ver,  escolher e assistir filmes de qualidade.

Depois levei esse olhar para a Universidade. Fui estudar a teoria do cinema e  a introduzi nos cursos e nas disciplinas de teoria da história, através da intersemiose   levando os alunos a produzir vídeos e montarem espetáculos, hoje guardados em arquivos e livros,  como o “Palco da História” e a “rise da Razao Histórica”. Devo a ele esses ensinamentos. 

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Uma coisa é ver cinema como diversão de massas (indústria cultural), outra é o olhar crítico para o discurso ficcionista do diretor. O cinema depois da ópera, é uma forma de expressão artística completa. É uma janela para o mundo. Uma viagem incomparável. Nisso, Cinema Paradiso é bem ilustrativo, como a nostálgica Uma Última Sessão de Cinema, de Peter Bogdanovich. 

Aprendi muito com o cinema. Sobretudo política, arte, a experiência catártica do filme de terror. Adoro os filmes preto e branco e os "noir". Revejo com gosto: Casa Blanca,  Os Irmãos Rocco e os desempenhos magníficos de Vicent Price, Bela Lugosi, Peter Cushing e outros. Tenho os filmes da Hammer, chamados de filmes b. Meu sonho seria me tornar professor de cinema. E estudar a teoria do cinema mais a fundo. O filme ampliou a nossa capacidade de penetrar a fundo os interstícios da realidade, criar uma hiperrealidade 

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Nisso nunca esqueci  as experiências de Blow Up e seu olhar alegórico para a irrealidade cotidiana. E os ensinamentos históricos de Il Leopardi sobre a modernização  conservadora da Itália, o dramático olhar sobre a pobreza italiana no pós-guerra, em Ladrões de Bicicletas. Sem contar a filosofia nietzschiana de 2001, Uma Odisséia no Espaço, sobretudo o começo e o fim. Além dos filmes existencialistas de Bergman, no ambiente  escandinavo (O Sétimo Selo).

Tudo isso devo ao estímulo da leitura  do mestre Celso Marconi, que completa 93 anos!

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Uma longa vida dedicada ao cinema!

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Carregando os comentários...
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Cortes 247

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO