O curioso (e grotesco) caso do neonazismo judaico no Brasil

Bolsonaro é um representante do neonazismo mundial

www.brasil247.com - Bandeira de Israel em ato pró-Bolsonaro volta a gerar polêmica
Bandeira de Israel em ato pró-Bolsonaro volta a gerar polêmica (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)


por Jean Goldenbaum

Não é do meu feitio utilizar meias-palavras. Precisamos chamar as coisas daquilo que elas são. E por mais desgosto que me traga ter de constatar a presente realidade, mais desgosto ainda me traria ignorá-la. Sim, hoje no Brasil ocorre um fenômeno bastante singular: o neonazismo judaico.

O fato de o Brasil ter se tornado a capital do Neonazismo no planeta já é notícia antiga. Qualquer um que conheça a história, a ideologia, a mentalidade e as ações do atual presidente da República, sabe que ele é o representante do Neonazismo que mais longe chegou na hierarquia de seu país. Quem conhece o assunto e lida com isso desde que se conhece por gente, como eu e tantas outras pessoas, já sabia o que Bolsonaro significava desde o início de sua aparição. Literalmente nas três primeiras entrevistas do cidadão que tive o desprazer de escutar (e isso foi em 2016, creio), já pude categorizá-lo como um nazista. Após toda a sujeira da mídia corporativa camuflando seus crimes e seu ódio, e os abraços de dezenas de milhões de brasileiros também nazistas (ou simpatizantes do nazismo, ou tolerantes ao nazismo), o Brasil chegou ao seu status atual: é hoje a vergonha global que elegeu este tipo de ser humano como líder supremo da nação.

Não precisamos nos estender sobre o parágrafo acima, afinal tudo isso já é estabelecido. Hoje, felizmente cada vez mais, escancara-se ao mundo a verdade sobre Bolsonaro, sua família e o Neonazismo. Jornalistas e pesquisadores renomados publicam nos principais veículos do país as provas cabais de que o cidadão é de fato o que sempre soubemos que ele era. Ou seja, cada vez mais há menos dúvida com relação à verdade. Mas houve um ponto crucial em toda esta história e é aí que a coisa se tornou ainda mais pessoal com relação à minha humilde pessoa. Bolsonaro oficializou os laços com o principal partido neonazista do planeta, o alemão Alternativ für Deutschland. Para mim isto é algo bastante próximo, afinal enquanto judeu que imigrou à Alemanha, sempre prestei muita atenção ao desenvolvimento do Neonazismo por aqui. E o nascimento e a ascensão do AfD pude assistir “de camarote”. Eu não somente vivia na época em Berlim, exatamente onde o AfD foi criado, mas já estava inserido no universo acadêmico, e desta forma acompanhei como se deu o desenvolvimento deste projeto nefasto dentro das universidades da cidade. Sim, o partido não nasceu em um porão, no submundo do ódio. Bem pior que isso: ele foi fundado por professores e alunos neonazistas e possui desta forma uma espinha dorsal ideológica muito sólida e bem estruturada.

Dito isto, primeiramente explico: por que escrevi acima “principal partido neonazista”? Ora, a Alemanha é o berço do Nazismo, sabemos disso. Inclusive, há poucos dias, em 29 de julho, completou-se exatamente um século do dia em que Hitler se tornou o chefe do partido nazista original (NSDAP), em 29.7.1921. E mesmo depois de tudo, ainda que seu líder maior tenha se suicidado frente a derrota, o Nazismo em si nunca morreu. Logo após tal acontecimento, em 30.4.1945, os continuadores do Nazismo já possuíam o nome eleito a ser o sucessor do Führer original. Este sucessor chamava-se Johann Ludwig Graf Schwerin von Krosigk (1887-1977) e de fato ele atuou como chanceler da Alemanha durante exatas três semanas, de 2 a 23 de maio de 1945 (período conhecido como o Governo Flensburg ou Governo Dönitz), até a dissolução definitiva do Terceiro Reich. Enfim, coincidência não existe neste jogo e este sucessor nada mais é do que o avô materno da cidadã chamada Beatrix von Storch, a mais “respeitada” neonazista da Alemanha nos dias de hoje, e com quem Bolsonaro e sua família se encontraram e firmaram juras ideológicas aos olhos do mundo todo.

Preciso deixar claro: o AfD nada mais é do que o partido neonazista com uma roupagem contemporânea. Qualquer um por aqui sabe disso, tanto os nazistas quanto os antinazistas. Quem vota para o AfD? Neonazistas convictos, ultraconservadores e nacionalistas de variadas linhas ideológicas, negacionistas da ciência, e por aí vai. O partido abraça o racismo, a xenofobia (sobretudo a islamofobia), a anticiência, e tudo o que a estes valores se alinha, como fundamentos de sua pauta. No mês passado o ‘Deutsches Institut für Menschenrechte’ (‘Instituto Alemão pelos Direitos Humanos’), principal autoridade do país no assunto, classificou oficialmente o partido como “racista e extremista de direita”. O documento oficial (que pode ser facilmente encontrado no site da instituição) se inicia da seguinte forma:

“As posições racistas e extremistas de direita são parte integrante do programa do AfD, da estratégia do AfD e do posicionamento dos líderes e políticos eleitos do AfD e são, portanto, dirigidas contra os princípios indispensáveis dos Direitos Humanos garantidos no Artigo 1 Parágrafo 1 da Constituição. Essas posições negam a dignidade humana que é igualmente devida a todas as pessoas e o princípio associado de igualdade legal a todas as pessoas.”

Enfim, não há dúvidas sobre o que é o AfD. E Beatrix von Storch localiza-se na parte mais extrema do espectro deste partido. Ou seja, mais à Direita de onde ela está, não há. E todos a conhecem por aqui.

Desta forma, o jogo aqui na Alemanha virou. A partir de 2018 eu procurei trazer ao povo alemão a informação de que o Brasil estava prestes a ser governado por um neonazista. Não foi tarefa fácil. Para abordar o tema, falei em reuniões da universidade de música de Hannover (onde leciono), interrompi concertos que eu mesmo organizei, “enchi o saco” de todo mundo que eu pude para explicar o que estava ocorrendo. Deve ter valido a pena de alguma maneira, mas a assimilação desta informação para um alemão (ou europeu de modo geral) é muito difícil. A realidade social e política de um país não-europeu é algo muito vago e rarefeito para a maioria dos europeus, que vivem imersos em seu mundo eurocentrista e que quando erguem com desprezo os olhos para fora do velho continente, avistam somente alguns países seletos, como EUA, Rússia e China, e olhe lá... Todavia, a relação de Bolsonaro com von Storch altera toda esta cena, pois ela traduz ao cidadão alemão a situação para o seu idioma. Todos sabem o que é o AfD e quem é von Storch. Então estas são as palavras-chave do momento. É a chave necessária e derradeira para que a grande maioria compreenda finalmente que não é exagero: Bolsonaro é um representante do neonazismo mundial. Mas diferentemente do AfD, que navega entre os 10%, 11% dos eleitores e não teve até agora a capacidade de vencer nem ao menos uma única prefeitura em todo o país, o Führer brasileiro governa um país continental como o Brasil.

Enfim, praticamente todos os jornais daqui da Alemanha noticiaram o encontro. Sim, está feito, Bolsonaro é agora conhecido aqui exatamente pelo que ele é. A questão que fica é: não era exatamente isto o que ele estava buscando, sobretudo em ano-véspera de eleições? Não é justamente unir as forças neonazistas do mundo o que ele pretende? E o AfD não pretende a mesma coisa, sobretudo em ano de eleições nacionais alemãs? Em minha opinião: sem dúvida, é exatamente este o objetivo do histórico encontro Bolsonaro-von Storch. Mas se isto é o que eles queriam, é também, de certa maneira, o que nós queríamos: que Bolsonaro se mostrasse ao mundo exatamente como ele é. Mais perigoso para nós da Resistência é quando ele procura se camuflar. Melhor assim.

Certo, após longa  - mas acredito que necessária - introdução, chegamos finalmente ao tema principal deste artigo. É um tema específico, mas não pode deixar de ser tratado. Que grande parte da comunidade judaica brasileira apoiou e ainda apoia Bolsonaro, não é novidade para ninguém. Que outra grande parte luta dia e noite incansavelmente contra Bolsonaro, também não é novidade para ninguém. Instituições como ‘Judeus pela Democracia’, ‘Observatório Judaico dos Direitos Humanos do Brasil’, ‘Judias e Judeus com Lula’, ‘Articulação Judaica de Esquerda’, ‘Instituto Brasil-Israel’, estão praticamente todos os dias ativos na mídia contribuindo para com a luta contra Bolsonaro. Sim, havia judeus nazistas no Clube Hebraica do RJ aplaudindo o monstro, é fato. E sim, havia judeus antinazistas fora do clube bravejando desde aquela época contra o monstro, também é fato. Sim, a comunidade é realmente rachada no meio, dividida em dois lados antagônicos e – diga-se a verdade – inimigos. Alguma semelhança com o Brasil como um todo? Sim, toda a semelhança. Da mesma forma que o Brasil está rachado no meio, os aproximadamente cem mil judias e judeus do Brasil também estão.

Mas isto em si já causa espanto, afinal os judeus tradicionalmente estiveram ao longo da história em sua maioria contrários à extrema-direita. O Brasil é sem dúvida um caso ímpar. Por exemplo, nos EUA nas últimas eleições, somente 22% dos judeus votaram em Trump, enquanto 76% votaram em Biden. Inclusive, neste país, historicamente a comunidade judaica é em termos eleitorais a segunda mais democrata ao longo da história, ficando atrás somente da comunidade afro-americana. Já na Alemanha, por experiência própria, afirmo que por volta de 90% dos eleitores judeus são liberais e/ou progressistas. Já em Israel a situação é muito mais específica, e há uma divisão muito balanceada entre progressistas e conservadores, o que resultou em um governo único formado justamente por um espectro político imenso, nunca antes visto na história moderna do planeta.

No Brasil, por motivos que ainda estão a ser estudados, a comunidade judaica é dividida praticamente em 50%-50%, entre aqueles que apoiam e lutam contra Bolsonaro. Mas a situação ainda é pior que parece: a parte que apoia o Führer, abraça inclusive o Neonazismo em sua mais pura espécie. Mesmo após a ligação de Bolsonaro com von Storch, seus apoiadores judeus permanecem fiéis. A lógica destas pessoas possui algumas variações, e tento aqui elencá-las:

1. Há aqueles que pensam: “Eu sei que ele é nazista, mas este tipo novo de nazismo não persegue judeus, então está tudo bem para mim. Enquanto ele for somente contra negros, LGBT+, indígenas, pobres, ótimo, eu não tenho nada a ver com isso. O que importa são os meus interesses, inclusive a Direita racista em Israel.”

2. Outros acreditam no seguinte: “Ele é sim nazista e consequentemente antissemita, mas ainda assim meus interesses pessoais e econômicos se servem de seus serviços. Por isso, continuo no barco.”

3. E outros talvez mais alucinados ainda pensam: “Ele não é nazista, o AfD não é nazista, são ótimas pessoas querendo o bem para pessoas do bem.”

Enfim, seja qual for a escolha acima, o fato é que construiu-se uma frente neonazista judaica no Brasil e isso é realmente um fenômeno único. Quando tento explicar aos amigos judeus aqui, fica também difícil para compreenderem...

Há somente mais duas questões que gostaria de abordar antes de concluir o texto. Primeiramente, o lastro de movimentação de Bolsonaro no mundo neonazista. Vejam, sabemos que Trump foi praticamente o “abridor oficial” da caixa de pandora para a legitimação da Extrema-direita no planeta. Ele certamente deverá ser lembrado como um dos mais nocivos políticos que já governaram na história da humanidade. Mas ainda assim, ele não foi tão longe como Bolsonaro se mostra disposto a ir – seja por falta de coragem ou por estratégia diversa. Conversa-se a boca pequena que a briga de Trump com Steve Banon, o apóstolo maior da Extrema-direita, do Supremacismo Branco e do fundamentalismo cristão no mundo de hoje (e coerentemente amigo da família Bolsonaro), tenha se dado exatamente por causa destas questões. Banon aconselhava Trump a unir e dirigir o Neonazismo mundial em uma cúpula única, mas por algum motivo o clown da Casa Branca virou o rosto ao AfD e outros partidos ultradireitistas europeus. Pessoalmente acredito que isso se deu pois em termos de estratégia política traria mais riscos do que benefício a Trump, uma vez que o AfD representa uma porta fechada até mesmo para o partido conservador alemão, a União Cristã, de Merkel. Bolsonaro está muitos passos à frente de Trump e o AfD sabe disso. Por isso a parceria se concretizou.

E por fim, eu gostaria de encostar na questão específica do antissemitismo e de Israel com relação a Bolsonaro e ao AfD. Não é simples, e diversos intelectuais e ativistas judeus já escreveram ótimos artigos sobre esta questão, mas vamos lá, tentarei colocar mais um tijolinho na parede da educação desta temática. Primeiramente: a esta altura do jogo é preciso ficar claro à leitora ou ao leitor que o “amor” de  Bolsonaro e do AfD por Israel é uma pura e completa ilusão. É uma miragem, pois se baseia em uma meia-verdade e não na verdade. É uma jogada política oportunista. Vejam: a verdade completa é que Bolsonaro e AfD amam uma Israel e odeiam uma Israel. Eles amam a Israel da Extrema-direita, que oprime os palestinos, que quer perpetuar um apartheid no país, que não quer a paz. E eles odeiam a Israel progressista, que luta desde sempre por Democracia, Justiça Social, Direitos Humanos e, logicamente, por uma solução pacífica e justa com os palestinos. Eu, que lhes escrevo, por exemplo, sou um representante da Israel que Bolsonaro e AfD odeiam. Uma vez que a Direita/Extrema-direita possuiu muita força em Israel na última década através da figura de Netanyahu, era fácil travar uma relação com a Israel que eles amam e evitar a que odeiam (que é também a que Netanyahu odeia). Com a queda de Netanyahu o jogo pode começar a virar, mas isso é tema para outro artigo.

Assim, no caso de Bolsonaro há um pacote triplo disponível no jogo de “amor” a esta meia-Israel.

Além de (1) a ideia de se alinhar à cúpula da Extrema-direita mundial que era encabeçada por Trump e Netanyahu; e (2) conquistar o apoio de parte dos judeus brasileiros que também apoiam a Israel da Direita/Extrema-direita; ele têm em seu prato (3) o essencial apoio de grande parte dos evangélicos neopentecostais, que também se alinham a uma Israel específica que atenda aos seus desejos religiosos. Baseando-se em doutrinas como a do Dispensacionalismo, estes cristãos bolsonaristas creem em uma “Israel imaginária” – termo muito bem cunhado por colegas judeus intelectuais que estudam o caso –, na qual imperaria um judeu cristianizado que em algum momento aceitaria a figura de Jesus como o messias e prepararia a terra para o seu retorno em um mundo de triunfo cristão.

No caso do AfD, somente a opção (1) é válida. A (3) não funciona, afinal há pouquíssimos evangélicos neopentecostais na Alemanha. Mas a mais interessante é a questão (2), e com ela concluirei o artigo. O AfD, no início de sua trajetória, procurou cooptar judeus na Alemanha ou recrutar judeus nazistas que possam existir no país. Mas a comunidade “enxotou” o partido com tamanha altivez, que evitou que eles tentassem novamente qualquer aproximação. Assim que o AfD surgiu, a ‘Confederação Judaica da Alemanha’ (‘Zentralrat der Juden in Deutschland’) publicou um histórico documento intitulado ‘Keine Alternative für Juden: Gemeinsame Erklärung gegen die AfD’ (‘Não-alternativa para os judeus: Declaração conjunta contra o AfD’). Este documento é extremamente claro e objetivo, e acabou com qualquer possibilidade de judeus “desinformados” apoiarem o partido. A declaração afirma categoricamente:

“O AfD não é um partido para judeus. O AfD não é um partido para democratas. O AfD é um perigo para a vida judaica na Alemanha. O AfD é um partido racista e antissemita.”

Além da Confederação, outras 41 instituições judaicas alemãs e europeias assinaram o documento. O presidente da Confederação Judaica da Alemanha, Josef Schuster, já se pronunciou diversas vezes claramente contra o AfD. Por exemplo, em 2017, ele reagiu à notícia de que o partido seria liderado por pessoas ainda mais radicais, e alarmou não somente sobre a ameaça aos judeus, mas também a outros povos e religiões:

“O AfD busca restrições à liberdade religiosa que ameaçam a vida de judeus e muçulmanos neste país. Acredito que o AfD se moverá ainda mais para a Direita sob a nova direção. O antissemitismo, o antigipsismo e o racismo pertencem ao tom comum do partido.”

Agora em 2021, o partido, desesperado por bons resultados nas eleições nacionais que ocorrerão em setembro próximo, começa a apelar cada vez mais para o extremismo e para uma ligação mais clara e direta ao Neonazismo. E a união a Bolsonaro é parte deste projeto. Felizmente há uma reação rígida na Alemanha aos planos do AfD: há um projeto de banimento do partido de todas as atividades políticas no país. Os defensores desta ação – entre eles Josef Schuster –, argumentam que o partido flerta com a inconstitucionalidade e deve ser parado antes que haja a possibilidade de crescer, pois uma vez adulto e eleito, é muito difícil derrotá-lo. Pois é, exatamente o que vimos e vemos com Bolsonaro, não?

Concluo o artigo por aqui. Penso que já esclareci os principais pontos acerca deste complexo tema. Mas antes de me despedir, tenho um pedido e um alerta a fazer ao leitor de Esquerda, que é quem majoritariamente lê meus artigos: ao ler este texto ou qualquer outro sobre judeus, não se deixe despencar na ignorância do antissemitismo. Sim, o antissemitismo é infelizmente um câncer que também existe na Esquerda brasileira. Ele não é exclusividade da Direita, a casa tradicional e histórica deste tipo de racismo. Portanto, não se rebaixe a agir como os racistas da Direita, e sim compreenda a complexidade de todo este cenário que procurei explicar. Por ora é só o que tenho a dizer sobre isso.

E um recado aos judeus nazistas do Brasil: vocês são somente uma fase doente da História. E a História não perdoa, pois ela possui responsabilidade para com a Verdade. E mesmo que esta tarde, ela há de chegar.

Deixo um abraço a todxs xs companheirxs de luta e, como sempre, ninguém solta a mão de ninguém.

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