Alex Solnik avatar

Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

2808 artigos

HOME > blog

O dia em que Cármen Lúcia implorou de joelhos para ser ministra

"Uma testemunha de reputação ilibada, grande advogado de São Paulo, contou ter testemunhado a cena patética em que Cármen Lúcia, anos atrás, implorou para que Sigmarigna Seixas, amigo de Lula e homem influente de seu governo, convencesse o presidente a indicá-la a uma vaga no STF: - Ela praticamente ficou de joelhos diante dele, dizendo coisas como, "por favor, fale com ele, essa é a grande oportunidade da minha vida". Eu fiquei constrangido", escreve o colunista Alex Solnik; mas ele acrescenta que ela não deve atender "a uma questão nacional que interessa também a quem a indicou para estar onde está agora"

"Uma testemunha de reputação ilibada, grande advogado de São Paulo, contou ter testemunhado a cena patética em que Cármen Lúcia, anos atrás, implorou para que Sigmarigna Seixas, amigo de Lula e homem influente de seu governo, convencesse o presidente a indicá-la a uma vaga no STF: - Ela praticamente ficou de joelhos diante dele, dizendo coisas como, "por favor, fale com ele, essa é a grande oportunidade da minha vida". Eu fiquei constrangido", escreve o colunista Alex Solnik; mas ele acrescenta que ela não deve atender "a uma questão nacional que interessa também a quem a indicou para estar onde está agora" (Foto: Alex Solnik)

Uma testemunha de reputação ilibada, grande advogado de São Paulo, contou ter testemunhado a cena patética em que Cármen Lúcia, anos atrás, implorou para que Sigmarigna Seixas, amigo de Lula e homem influente de seu governo, convencesse o presidente a indicá-la a uma vaga no STF:

- Ela praticamente ficou de joelhos diante dele, dizendo coisas como, "por favor, fale com ele, essa é a grande oportunidade da minha vida". Eu fiquei constrangido.

Sigmarigna atendeu ao seu pedido; Lula a indicou.

Tempos depois, Sigmarigna a procurou, já em seu gabinete no Supremo.

Pediu para colocar em pauta um assunto de relevância nacional e que também era de interesse de um cliente seu.

Não pediu que o favorecesse, mas que colocasse a questão em pauta.

Secamente, como é de seu feitio ela respondeu que examinaria o caso.

E jamais atendeu àquele a quem implorou que a indicasse a Lula.

Não há porque esperar, portanto, que ela atenda a uma questão nacional que interessa também a quem a indicou para estar onde está agora.

Inscreva-se na TV 247 e assista ao comentário:

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.