O dia em que o STF salvou a esperança do Brasil

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O dia 7 de agosto será lembrado como o dia em que o Brasil democrático, que preza a Constituição, viveu um clímax de tensão e mobilização para impedir que fosse colocado em risco de vida o nosso maior líder popular, Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso nas garras da evidente perseguição judicial.  

A decisão inaceitável da juíza Carolina Lebbos de transferir Lula para uma cela coletiva numa prisão comum de São Paulo visava claramente se vingar das revelações publicadas pelo site The Intercept Brasil sobre as ilegalidades da operação Lava Jato, que conquista credibilidade institucional. Um ato de vingança, cuja inspiração é tão obvia que nem precisa ser nomeada.  

Todos nós da esquerda passamos por um momento de grande ansiedade e, ao vermos a nossa mobilização para impedir essa transferência do ex-presidente contar com apoio de parlamentares dos outros partidos, de orientação de direita, centro-direita e em especial o apoio público do presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia. Ao sentirmos a onda de solidariedade e de respeito a Lula, a nossa ansiedade se transformou em grande emoção e gratidão.  

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Vimos ali que a questão Lula não é exclusiva da esquerda, mas a exigência de um conjunto mais amplo da sociedade por legalidade democrática e respeito à Constituição.  

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Mais de 70 deputados e deputadas de 12 partidos diferentes se reuniram com o presidente do STF, Dias Toffoli, que manifestou surpresa com tamanha unidade e mobilização partidária.  

Após ouvir os líderes, Toffoli garantiu que encaminharia no mesmo dia para o STF o nosso pedido de não transferência de Lula de Curitiba.  

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A suspensão da transferência por 10 x 1 representou na prática uma decisão unânime, pois o único voto contrário foi por razões meramente formais e não de mérito. Lula continua em Curitiba, mas está fora de alcance da vingança do aparato da Lava Jato, que atua como Estado paralelo à revelia da Constituição.  

A decisão do STF, que tirou Lula do risco de vida, provocou em todo o país uma explosão de alívio e alegria e também de muita esperança na anulação da sua injusta condenação.  

O sentimento de solidariedade e preocupação com a vida de Lula, expressa respeito ao ex-presidente e o reconhecimento de sua importante liderança para ajudar o Brasil a exercer plenamente a democracia e sair desse atoleiro que o está consumindo como nação soberana.  

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Depois desse dia de intensa luta, Lula deixou de ser apenas aquele líder em que o povo confia e quer ver livre de sua prisão injusta para ser também uma esperança de dimensão suprapartidária, o traço de união para pacificar as famílias e a sociedade brasileira.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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