O direito de viver

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“O Direito de Nascer” foi uma “telenovela brasileira que foi produzida e exibida pelas extintas TV Tupi São Paulo e TV Rio às 21h30, entre 7 de dezembro de 1964 e 13 de agosto de 1965, tendo 160 capítulos.” [1]. Essa primeira adaptação, de uma radionovela cubana, que teve depois outras duas adaptações nos anos de 1978 e 2001, prendia a atenção dos nossos pais e avós na frente dos aparelhos de televisão durante os horários noturnos da sua exibição.

No entanto, para quem tinha uns 10 anos de idade nesses anos da primeira metade da década de 60, a preocupação não era acompanhar esse “dramalhão” de novela, mas sim ficar “caçando”, quando os mais velhos deixavam, alguns seriados de aventura. “Os Perigos de Nyoka”, por exemplo, era um desses seriados que passavam em capítulos, que duravam mais ou menos umas duas semanas, e acabava quase sempre com o “mocinho” vencendo no final a “eterna luta do bem contra o mal”.

Hoje não estamos vivendo uma novela e muito menos uma aventura. A nossa triste realidade aponta para um governo genocida que não demonstra o mínimo valor para a vida das pessoas e caminha a passos largos na direção do mal. Onde será que esse governo quer chegar? Num crime contra a humanidade como foi na época da Alemanha de Hitler?

“A restauração de uma vida perdida não existe. A dor e a saudade para os que ficam são incomensuráveis. Não é possível repor outra vida no lugar daquela que se foi. Ou será que para essa gente do governo Bolsonaro, existe a integral e a completa reparação de uma vida perdida, como se ela fosse entendida e comparada com a restauração de um automóvel antigo?” [2].
Por isso, com relação a nota divulgada pelo “Consórcio Nordeste” em 09 de abril de 2021 entende-se que não estamos no meio de "falsas guerras" [3]. Com todo o respeito a essa nota assinada pelos governadores, tudo leva a crer que estamos mesmo em uma guerra e precisamos nos mexer. E rápido.

Nesse sentido, espera-se que com a instalação da “CPI do Genocídio” aconteça alguma coisa com o governo. E, por favor, suas excelências políticas, não venham com essa conversinha mole, para boi dormir, de que a sua instalação servirá de “palanque eleitoral para 2022”. Como assim, cara pálida, “palanque eleitoral para 2022”? Que as excelências políticas respondam e expliquem, então, o porquê da sua não possível instalação. Lembra-se que o ditador de plantão e seus “miquinhos amestrados” não fazem outra coisa que não seja um “palanque eleitoral para 2022”, desde que chegaram ao poder em 2019, através de uma eleição suspeita e super contaminada. 

Parece que está passando da hora. “A cassação da chapa militar eleita, a elaboração de regras e calendário, entre outros assuntos correlacionados, teriam que entrar logo em discussão nos poderes judiciário e legislativo, porque motivos existem de sobra para uma movimentação nesse sentido. Ou existe algum impedimento constitucional para que as eleições não possam ser antecipadas, se os trâmites legais forem respeitados?” [4].
Hoje são mais de 351 mil os mortos pela Covid-19 e a nossa luta diária tem sido pelo direito de nascer. O direito de nascer todo o dia porque amanhã não sabemos se vamos estar vivos. Eles estão nos tirando o direito de viver e de ter alguma esperança em dias melhores.
“O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.” (Albert Einstein).

Referências

[1]https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Direito_de_Nascer_(1964)[2]http://cacamedeirosfilho.blogspot.com/2020/08/valoracao-da-vida.html?view=magazine[3]https://www.cartacapital.com.br/politica/em-conjunto-governadores-do-nordeste-reagem-ao-ataque-de-bolsonaro-a-barroso-mais-uma-agressao/[4]https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Estamos-em-guerra/4/50215

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