O ensino da filosofia na EJA

São necessárias fórmulas criativas que desenvolvam um plano de ensino ousado, que faça opção por conteúdos que estimulem o desenvolvimento da capacidade existente no próprio aluno

São necessárias fórmulas criativas que desenvolvam um plano de ensino ousado, que faça opção por conteúdos que estimulem o desenvolvimento da capacidade existente no próprio aluno
São necessárias fórmulas criativas que desenvolvam um plano de ensino ousado, que faça opção por conteúdos que estimulem o desenvolvimento da capacidade existente no próprio aluno (Foto: Isac Mota)

O ensino de Filosofia no Brasil, ministrado em qualquer modalidade de ensino, está intimamente relacionado a circunstâncias sociais. Não apenas no sentido de explicitar o contexto ideológico, econômico e político dominante, mas, principalmente, no intuito de reforçar uma necessidade de mudança na sociedade, em que os indivíduos vivem e estão presentes.

Nesse contexto, o aluno passa de ser passivo para um ser ativo como membro desta sociedade. O mesmo deve ter acesso aos valores e crenças que são ministrados pelo docente, fazendo, assim, que se estabeleça um contato pleno, em que ele possa contribuir para a construção de uma cidadania eficaz e com os mesmos direitos para todos.

Hoje, uma das maiores dificuldades encontrada no ensino de Filosofia, para o alunado da EJA, seria o desenvolvimento de uma metodologia que atendesse a realidade dessa modalidade de ensino. A deficiência se encontra em ambas as partes, tanto no docente, quanto no discente. Falta uma preparação metodológica, na qual seja possível iniciar um itinerário que facilite a aprendizagem dos conteúdos apresentados ao aluno.

São necessárias fórmulas criativas que desenvolvam um plano de ensino ousado, que faça opção por conteúdos que estimulem o desenvolvimento da capacidade existente no próprio aluno, ao facilitar as questões propostas ao aluno, quebrando a barreira adquirida pelo processo de descontinuidade dos estudos.

Nesse sentido há uma necessidade de um estudo aprofundado das dificuldades apresentadas pelo educando da EJA, "de modo que pudesse compreender as distintas demandas e expectativas do alunado" desenvolvendo uma metodologia que possibilitasse ao docente realizar práticas pedagógicas mais direcionadas a realidade da EJA. (CHAGAS, 2011p. 195)

Será um desafio para o professor de Filosofia, que leciona na modalidade EJA, fazer com que seu alunado absorva um conteúdo reflexivo, que o estimule não só ao pensamento crítico, mas à formação de sujeitos na consumação de sua cidadania.

O ensino de Filosofia, na EJA, implica na formação de uma aprendizagem que inclui educação, cidadania e democracia. Esses três conceitos nortearão o alunado desta modalidade a serem construtores de suas próprias histórias de vidas, tanto na esfera intelectual, quanto social.

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