O escola sem partido foi pra cadeia...

A notícia política deste dia vinte e dois de junho foi a notícia da prisão de três pastores evangélicos. Um deles foi MEC no governo do capitão

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Milton Ribeiro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)


A notícia política deste dia vinte e dois de junho foi a notícia da prisão de três pastores evangélicos. Um deles foi ministro da educação (MEC) no governo do capitão. O que ficou mais tempo no cargo no mais importante ministério do governo federal. Milton Ribeiro é acusado de terceirizar o MEC para pastores evangélicos. Estes, despachavam num hotel em Brasília recebendo prefeitos do interior que, mediante o pagamento de propina aos religiosos, tinham liberado seus pedidos de investimento junto ao FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) Segundo gravações vazadas na imprensa, o pedido de propina incluíam até barras de ouro.

Milton Ribeiro foi o terceiro Ministro da Educação da era Bozo. Sim, há pouco mais de três anos de governo a pasta já teve cinco titulares. O pastor evangélico chegou ao ministério para substituir o estridente Abraham Weintraub, que por sua vez substituiu o vagaroso Ricardo Vélez Rodríguez. Estes dois primeiros, foram indicações do finado astrólogo e guru do bolsonarismo Olavo de Carvalho.

Já o quarto e agora investigado por corrupção, chegou ao ministério pelas mãos da chamada bancada da bíblia. Pastor presbiteriano e ex-reitor da Mackenzie, Milton Ribeiro foi a realização do sonho da bancada que há anos sonhava em controlar a política de educação do país. Claro que agora, os políticos e pastore que o indicaram, negam parentesco com o irmão.

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O comum entre a trinca está o fato que tanto os olavistas como o evangélico se propunha a levar a cabo a guerra cultural contra a esquerda marxista. Chegaram ao poder nas ondas do Movimento Escola sem Partido. Uma iniciativa que pretendia impor o controle dos conteúdos ensinados pelos professores. Os defensores da proposta justificavam que a iniciativa era uma tentativa de impedir que professores utilizem-se da audiência cativa de seus estudantes para impor-lhes suas preferências políticas e ideológicas.  O chamado “escola sem partido”, virou “MEC e nossa igreja” e agora nossa cadeia está sem partido.  Tiveram tanto sucesso na empreitada que em 2019 o grupo suspendeu suas ações.

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Antes de escolher Milton Ribeiro, Bolsonaro nomeou Carlos Alberto Decotelli para o comando do Ministério da Educação. Mas este sequer conseguiu assumir em razão do constrangimento gerado por um conjunto de informações falsas em seu currículo reveladas pela imprensa.

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O antropólogo Darcy Ribeiro, dizia que a crise na educação brasileira não é uma crise, mas um projeto. No governo dos milicianos, esse projeto alargou-se. O governo Bolsonaro na educação ficou marcado pela ausência. Sim, ausência e projeto é o próprio projeto. Um governo eleito com base em Fake News e delírios ideológicos, e contra o saber científico. O passivo deste descaso será alto. Um triste saldo para a atual e futuras gerações.  Uma verdadeira balbúrdia.

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