O esmagamento da Democracia e a responsabilidade social

Para avançarmos nessa discussão é necessário compreender o papel importante que o povo exerce em regimes como o nosso ou dos EUA onde há uma Democracia Representativa em que a população escolhe seus representantes políticos, seja de forma proporcional (legislativo), seja de forma direta (executivo) para representar seus interesses

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Num país democrático o que sempre deve imperar é a constituição acima de tudo, pois só ela garante o Estado de Direito, ou seja, a própria democracia.

Recentemente assistimos a um triste e preocupante ataque a democracia da principal nação do mundo capitalista, os Estados Unidos da América. O que provoca uma enorme tensão e pode abrir precedentes sombrios para outros ataques mundo afora, mas antes de esmiuçar esse assunto se faz necessário entender alguns pontos importantes.

O conceito de democracia surgiu na Grécia Antiga no ano de 510 a.C que se origina da palavra demokratia, que é formada do radical grego demo ("povo"), e de kratia ("poder", "forma de governo"). As decisões políticas eram tomadas com a participação direta dos cidadãos nas assembleias, que aconteciam em praça pública, chamada de ágora.

Assim, a democracia passou a ser compreendida como o modelo no qual o povo (demo) participa ativamente das decisões políticas.

Para avançarmos nessa discussão é necessário compreender o papel importante que o povo exerce em regimes como o nosso ou dos EUA onde há uma Democracia Representativa em que a população escolhe seus representantes políticos, seja de forma proporcional (legislativo), seja de forma direta (executivo) para representar seus interesses. 

O grande problema é que na prática isso não ocorre como deveria, ou seja, grande parte desses representantes passam a defender seus próprios interesses e não mais os do povo o que confunde e enfraquece de forma perigosa o nosso sistema democrático.

Esses ditos “representantes” nada adeptos a democracia, aproveitam-se da ignorância e do sentimento de revolta de grande parcela da sociedade transformando-a em massa de manobra para inflamar seus discursos nada democráticos e carregados de ódio e todo tipo de preconceito que se pode imaginar. Assim caracterizamos o Neofascismo, hoje em dia em um contexto mais elaborado e numa linha mais tênue do que nos tempos e ocasiões de Mussolini e Hitler.

Uma das principais formas de agir do neofascismo é o da negação à ciência, incitação e promoção de tensão entre os poderes democráticos (legislativo, executivo e judiciário) exatamente como fazem Trump e Bolsonaro com discursos acalorados e carregados de um patriotismo doentio, um senso de humor sarcástico e principalmente ódio aos que pensam diferente. 

Discursos e posicionamentos como esses levam esse mesmo povo (vide massa de manobra) a cometer atrocidades como: matar, ameaçar, rebelar-se e até mesmo invadir casas de poder e assim pudemos ver recentemente nos EUA o cerceamento e impedimento da sessão no parlamento que chancelaria a vitória de Biden, pois esses sentem-se além de representados na figura desses líderes, possuir uma certa licença para cometerem tais atos como se não houvesse mais uma constituição que os impeçam.

É necessário alertar que não estamos longe de sermos acometidos por essa mesma onda, que aliás, já se encontra instalada na horrenda e esdrúxula figura de Jair Messias Bolsonaro, o mesmo que diz ser incapaz de fazer algo pelo Brasil, mas passa o réveillon na praia nadando com apoiadores, compra estoques absurdos de cloroquina e agora diz não ter dinheiro para comprar agulhas e seringas para vacinação da população entre outras atrocidades, além de sempre culpar a imprensa ou fatores externos pelos malfeitos ou pela inércia de seu ridículo governo.

Nossa responsabilidade como seres conscientes das lutas do nosso povo e da importância da democracia para garantir e manter nossos direitos, precisamos nos organizar além da resistência e apresentar à população uma alternativa ao caos que se instala em nosso país, do contrário teremos todo dia um novo junho de 2013 ameaçando nossa jovem e tão fragilizada democracia continuando assim a chafurdar na lama da ignorância e do neofascismo.

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