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Miguel Paiva

Miguel Paiva é chargista e jornalista, criador de vários personagens e hoje faz parte do coletivo Jornalistas Pela Democracia

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O Fascismo ainda respira e inspira

Declaração do governador Romeu Zema desta semana manteve acesa essa chama que lembra a chama do facho fascista de Mussolini que ele tanto aprecia

(Foto: Miguel Paiva )
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E olha, não respira por aparelhos. Respira ainda a plenos pulmões e inspira muita gente. Parece até que virou moda ser individualista, agir com violência, favorecer as diferenças sociais e desenvolver todo tipo de fobia. A declaração do governador Romeu Zema desta semana que falava em separar as regiões Sul e Sudeste do resto do Brasil manteve acesa essa chama que lembra a chama do facho fascista de Mussolini que ele tanto aprecia.

Essa ideia separatista é clássica do pensamento da extrema direita. Em quase todos os países europeus você vê isso mais ou menos declarado. Na Itália o preconceito contra os nascidos no sul do país existe faz tempo. O norte desenvolvido sempre tripudiou do Sul mais pobre. Os “terrones”, como são chamados pejorativamente os habitantes sobretudo da Calábria, da Sicília e da Campânia, sempre foram a força de trabalho mais forte nas industrias do Norte e sempre foram descriminados pelos milaneses, turinenses e afins.

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Mussolini se refugiou na chamada República de Saló, no norte da Itália, quando fugiu de Roma. Ficou o espírito. Apesar de ter sido executado numa praça de Milão foi por lá que nasceu no final dos anos 80 a força de direita que fez renascer o fascismo na Itália. Partidos radicais começaram a espalhar a ideologia da segregação. As forças religiosas fizeram vista grossa e a coisa cresceu. A ideia de que o Norte sempre foi melhor do que o Sul se firmou. Como a Itália sempre foi, desde o reinado, um país dividido em várias regiões e províncias, até com dialetos diferentes, essa ideia ficou mais fácil de vingar.

Aqui no Brasil Zema quer o mesmo. Quer um país dividido apesar da grande capacidade de integração que esse Brasilzão enorme tem. Querer dividir o Brasil é justamente querer enfraquecer o poder popular e favorecer a elite na criação de um estado de direita, regido pelo mercado e contrário a qualquer tipo de evolução. Zema além de bolsonarista, é conservador e suas ideias são antiquadas, mas é perigoso e foi eleito. É seguido mais ou menos discretamente por governadores e políticos do sul e sudeste que gostariam da mesma coisa.

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Para eles nordeste que elegeu Lula merece o confinamento, a segregação e as sobras do que vem do sul. Esta é a ideia deles, isolar a parte popular do país, de cultura forte e variada, como uma capacidade de se reinventar, com uma população indígena enorme e com o coração africano do Brasil. Isso não interessa aos fascistas e para conseguir chegar a isso vão impondo não só suas ideias, mas também seu comportamento violento que através das policiais estabelece um estado autoritário que inspira esses candidatos ao fascismo tupiniquim. É preciso tomar cuidado e só com um país que cresce e valoriza seu povo, desde o Norte até o Sul, seremos capazes de frear esse ímpeto autoritário. Vamos lá. O fascismo não está com nada e Mussolini, além de patético, está também no lixo da História.

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