O feminismo argentino coloca o aborto de novo na agenda da política nacional

No "Dia Internacional da Ação pela Saúde das Mulheres", o parlamento argentino terá, pela oitava vez, um debate pela legalização da interrupção da gravidez. O movimento feminista pretende instaurar o debate entre os candidatos antes da campanha eleitoral

No "Dia Internacional da Ação pela Saúde das Mulheres", o parlamento argentino terá, pela oitava vez, um debate pela legalização da interrupção da gravidez. O projeto prevê a despenalização e legalização do aborto até as primeiras 14 semanas de gestação e além desse prazo no caso em que tiver riscos para a saúde da mulher e nos casos de estupro.

O movimento feminista pretende instaurar o debate entre os candidatos antes da campanha eleitoral. Mauricio Macri, candidato do neoliberalismo e um aliado do Boslonaro na região, sempre se declarou contrário à legalização, embora ano passado tenha declarado que não vetaria a lei, caso esta fosse aprovada. Cristina Kirchner votou a favor como senadora e seu colega Alberto Fernandez tem se declarado a favor da legalização.

Em 2018 a câmara dos deputados aprovou o projeto, mas o senado o rejeitou por 38 votos a 31.

"Instaurar o debate ajuda na despenalização social do aborto", declarou uma integrante da Campaña Nacional por el Aborto Legal, Seguro y Gratuito.

Na frente do parlamento terá um comitê com depoimentos e transmissão ao vivo de tudo o que acontece do recinto. Terá manifestações a favor da legalização do aborto nas principais cidades do mundo como: Estocolmo, Amsterdam, Berlín, Londres, París, Toulouse, Barcelona, Valencia, Madrid, Santiago de Compostela, Londres, Boston, Nueva York, San Francisco. Também em Costa Rica, Colombia, Ecuador, Perú, Lima, Bolivia, Santiago de Chile, Montevideo. E claro, no resto das províncias da Argentina federal.

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