O fenômeno do rolezinho, o occupy da periferia

O fato é que o rolezinho já é o fenômeno social mais interessante do início deste 2014. E pode se somar às manifestações do próximo junho



Este ano promete. Promete em desnudar o país para além das imagens plácidas das novelas (não tão plácidas assim, mas sempre tendo como centro nervoso a classe média tradicional ou segmentos mais abastados do Brasil).

Neste momento, surge o fenômeno dos rolezinhos, estas "visitas" de jovens da periferia aos shoppings da periferia (até agora, rolezinho em shopping de classe de consumo A - este novo termo mercadológico - só o MST, como pode ser conferido AQUI ). De São Paulo para o resto do país (ontem, foi a vez do shopping Estação, em BH).

Trata-se de um occupy da periferia. Sem opção de lazer e cultura, os jovens da periferia, mergulhados na cultura funk, marcam pelas redes sociais encontros gigantescos, entre 1.000 e 5.000 pessoas e fazem sua festa, para horror de vendedores e classe média tradicional. Um fenômeno que revela, num só tempo, a quebra de barreira territorial com a inclusão pelo consumo e o abismo social que impera no país. Alguns jovens convocam o rolezinho com palavras de ordem, como "quem faz o fluxo somos nós", numa evidente autoafirmação adolescente.

Como nas manifestações de junho, a PM ataca sem dó, revelando sua vocação para a violência, para identificar no diferente um inimigo da ordem. Esta cultura militar que já está passando a hora de ser extirpada na manutenção da segurança de ações civis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fato é que o rolezinho já é o fenômeno social mais interessante do início deste 2014. E pode se somar às manifestações do próximo junho. A PM, enfim, vai dando munição para o confronto do ano. Como toda reação violenta e despolitizada, que pensa que jogar a sujeira para debaixo do tapete disfarça os problemas com a mobília da casa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email