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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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O general da banda chegou 68 anos depois

"Quatro anos depois do fim do Estado Novo, a marchinha mais cantada no carnaval de 1950 foi uma composição de apenas duas estrofes assinada por três autores - Satyro de Melo, Tancredo da Silva Pinto (foto) e José Alcides – chamada 'General da Banda'. Inspirada num ponto de macumba, estourou na voz do simpático e malemolente Blecaute", diz o colunista Alex Solnik; "O curioso é que a letra repete várias vezes a palavra Mourão, como que prevendo que ele seria o general da banda em 2018"

O general da banda chegou 68 anos depois (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Quatro anos depois do fim do Estado Novo, a marchinha mais cantada no carnaval de 1950 foi uma composição de apenas duas estrofes assinada por três autores - Satyro de Melo, Tancredo da Silva Pinto e José Alcides – chamada "General da Banda". Inspirada num ponto de macumba, estourou na voz do simpático e malemolente Blecaute.

O sucesso foi tão grande que ele nunca mais deixou de cantar a marchinha e passou a usar uma farda militar – mais para almirante que para general - cheia de alamares e dragonas e um quepe elegante em seus shows e na TV.

O curioso é que a letra repete várias vezes a palavra Mourão, como que prevendo que ele seria o general da banda em 2018:

Chegou o general da banda, ê ê
Chegou o general da banda, ê á
Chegou o general da banda, ê ê
Chegou o general da banda, ê á

Mourão, mourão
Vara madura que não cai
Mourão, mourão, mourão
Catuca por baixo que ele vai

Mourão, mourão
Vara madura que não cai
Mourão, mourão, mourão
Catuca pro baixo que ele vai

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.