O golpe dos barões à democracia

As primeiras ações do governo golpista mostram bem as intenções das elites. O que temos em prática é um atentado à democracia

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Dissimulado e travestido de legalidade, o golpe institucional sofrido pela Presidente Dilma Rousseff se constitui em mais uma obra das elites brasileiras, já acostumada a esse tipo de ofensiva política. A história do Brasil nos mostra claramente a postura das elites contra governos que promoveram a inclusão social.

Esses golpes vêm desde o período do segundo governo de Getúlio Vargas. Por ter instituído a CLT favorecendo os trabalhadores e implantado a Petrobras para explorar o petróleo em solo brasileiro, Getúlio sofreu com várias perseguições da elite e acabou cometendo suicídio.

Não foi diferente com o presidente João Goulart, que pensou em implantar reformas de base ligadas às questões agrárias, estudantis, urbana e política. Goulart acabou deposto pela elite retrograda que promoveu ações violentas contra ele.

Essa mesma elite mostrou sua cara, principalmente, via Rede Globo de Televisão, na campanha das Diretas Já. O povo verdadeiramente foi às ruas contra a ditadura militar e a emissora porta voz do governo elitista passou a esconder os fatos até que seus próprios funcionários se rebelaram contra a postura da emissora.

Ou seja, governo democrático, com opção por programas de inclusão que promovem a melhoria da qualidade de vida das camadas mais pobres, em nosso País, não dura. A democracia incomoda a essa gente e o fato da presidente Dilma está afastada do cargo atualmente é mais uma prova real de tudo isso. Ela não cometeu crime alguma.

As elites brasileiras falam de corrupção, sendo ela própria a mais perversa e corrupta do mundo. Esquece de olhar seu próprio entorno. Ninguém de sã consciência pode ser a favor da corrupção que ainda é um grave problema no Brasil, exatamente porque o combate à corrupção ainda está em sua infância. Esse combate começou há menos de 10 anos.

Mas, o certo é que esse golpe, articulado pelo vice-presidente da República Michel Temer e seu escudeiro Eduardo Cunha, comprova o que dizemos aqui. As primeiras ações do governo golpista mostram bem as intenções das elites. Logo na primeira semana passaram a anunciar a retirada de direitos trabalhistas, a redução dos programas sociais que favorecem aos filhos da pobreza, a redução dos recursos da saúde pública, a desestruturação do programa Minha Casa Minha Vida e (pasmem!) a imposição da mordaça no Ministério Público.

O que temos em prática é um atentado à democracia. A missão do Partido dos Trabalhadores, agora na trincheira da resistência, é seguir mobilizando sua militância para a defesa do legado social construído no País por Lula e Dilma. Principalmente por que o mundo inteiro, com raríssimas exceções, reconhece que o País sofreu um novo golpe, bem ao gosto dos barões da mídia nacional.

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