O golpe e o golpista ladeira abaixo

Temer é tacanho. Acredita, como uns poucos aliados próximos, cada vez em menor número, que pode se manter no poder diante de tantas evidências de crime, corrupção e bandalheira

Presidente Michel Temer 12/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Michel Temer 12/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Chico Vigilante)

Quando Michel Temer começou a tramar o impeachment de Dilma Rousseff, jamais imaginou que seu calvário seria pior que o dela.

 Dilma, mulher honesta e digna, saiu do Palácio do Planalto de cabeça erguida, aqui perseguida por uma mídia com a imprensa internacional denunciando o golpe no Brasil.

O golpista, no entanto, se agarra como louco às beiradas da ponte que o leva, inexoravelmente, ao abismo, um ralo moral que o suga, lentamente.

Fosse inteligente, renunciaria. Mas é tacanho. Acredita, como uns poucos aliados próximos, cada vez em menor número, que pode se manter no poder diante de tantas evidências de crime, corrupção e bandalheira.

As entranhas da corrupção de Temer estão totalmente expostas. O golpista agoniza em praça pública.

Não fosse pouca a delação da JBS, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá pedir a abertura de inquérito por suspeita de tráfico de influência de Temer, desta vez para beneficiar a Rodrimar, empresa que opera no Porto de Santos.

Uma verdadeira entrega do tesouro aos bandidos.

Temer foi gravado dia 4 de maio pela PF quando dava informações ao deputado afastado Rocha Loures (PMDB-PR) sobre o decreto que assinaria, seis dias depois, para beneficiar concessionárias de portos que tiveram concessões renovadas por 35 anos, sem licitação.

As pesquisas apontam e as ruas comprovam: não tem saída para Temer. O Brasil todo se mobiliza contra o golpista e seu governo corrupto e entreguista. Até o sistema financeiro dá sinais de que prefere um governo mais estável.

Os movimentos sociais, sindicais, culturais, a CNBB, a OAB e a UNE pedem eleições diretas, já.

Todos, inclusive parte das Forças Armadas, criticaram a convocação do Exército durante as manifestações de 24 de maio, em Brasília, que levaram à Esplanada dos Ministérios cerca de 150 mil pessoas. Não podemos permitir atos similares aos da ditadura militar.

Os aliados de Temer minguam e fogem como ratos de navio naufragando.

Até a Rede Globo decidiu que não vai segurar Temer. A direita agora procura consenso em torno de um nome que ao menos possa ser uma saída para o País, mas que continue com um programa bem parecido ao atual: entregar as riquezas nacionais a grandes grupos internacionais e acabar com os direitos trabalhistas e previdenciários conquistados pelos trabalhadores.

Portanto, a única saída, de fato, é a convocação de eleições gerais diretas e de uma Assembleia Nacional Constituinte soberana para realizar as reformas necessárias.

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