O golpe está nu

Os atos praticados por Romero Jucá no governo Temer estão contaminados. O pacote de maldades que Temer vem anunciar ao Congresso Nacional não pode ser discutido por esta casa, uma vez que o ministro do Planejamento confessou um crime, invocando a Suprema Corte como cúmplice do golpe e da ilegalidade praticada para chegar ao poder

Ontem, segunda-feira, 23 de maio, o Brasil acordou com a conversa gravada entre o senador Romero Jucá, presidente nacional do PMDB e, agora, ex-ministro provisório do Planejamento; e o ex-senador Sérgio Machado, ex-presidente da TRANSPETRO.

Assumindo que era preciso afastar a presidenta Dilma para estancar a Lava Jato, Jucá expôs a nomenclatura da trama ilegal e criminosa, envolvendo, inclusive, segundo revelou Jucá, as forças armadas e o STF.

Repararam que na conversa vazada Jucá, em momento algum, fala de crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma? Ele, que foi um dos principais articuladores do golpe no Senado, não cita, nenhuma vez, pedaladas fiscais e decretos de créditos suplementares para justificar o impeachment. A única justificativa apresentada por Jucá é tirar Dilma para abafar a Laja Jato. Vocês repararam isso? O gole está nu!

A exposição pública desse crime, a confissão do golpe travestido de impeachment, deixa com inveja outras organizações criminosas.
Fica evidente à sociedade brasileira três importantes decisões, com o desmascaramento dos golpistas:

1- A necessidade de retirar do poder uma presidenta legítima - eleita com 54 milhões de votos - através de uma farsa com o instituto do impeachment sem crime de responsabilidade praticado pela presidenta Dilma. Ou seja, não tendo votos para ganhar a eleição presidencial, retira, de maneira fraudulenta, a presidenta do cargo conquistado nas urnas.

2- Uma vez que a presidenta Dilma não atrapalhava a Lava Jato, ao contrário, apoiava e fortalecia, decidiram que era preciso colocar Michel Temer para abafar a Lava Jato, impedindo que a mesma chegasse ao PSDB, PMDB e seus mais destacados e comprometidos líderes.

3- Uma vez tomado de assalto o poder, aplicar o receituário neoliberal e retirar direitos dos trabalhadores, dos servidores públicos, dos aposentados, da população mais pobre, da saúde e educação, da cultura e das minorias, das mulheres e da juventude brasileira.
Apenas o mercado, os rentistas, o capital especulativo, financeiro e parasita que sustentam, a partir da FIESP, esse triste e natimorto governo de Temer.

Os atos praticados por Romero Jucá no governo Temer estão contaminados. O pacote de maldades que Temer vem anunciar ao Congresso Nacional não pode ser discutido por esta casa, uma vez que o ministro do Planejamento confessou um crime, invocando a Suprema Corte como cúmplice do golpe e da ilegalidade praticada para chegar ao poder.

Os senhores ministros do STF não podem, de maneira alguma, deixar impune um senador que, com a maior cara de pau, vem a público afirmar que a conspiração ilegal e golpista foi acertada com vários ministros daquela mais alta corte de Justiça do Brasil.

Por menos que fez Jucá, o senador Delcídio do Amaral foi preso e teve o mandato cassado à unanimidade do Senado.

A Nação espera do STF, do Ministério Público Federal e do Senado Federal uma medida à altura de tão graves fatos delituosos revelados na fatídica segunda-feira, 23 de maio.

Fora Temer! A farsa acabou!

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