O golpe na presidente Dilma Rousseff: Golpeachment

Também​ não poderiam faltar as figurinhas importantes como a da sombria militante teatral do Golpe, a destemperada e debochada advogada Janaína Paschoal; o 'poderoso chefão' do parlamento, Sr. Eduardo Cunha, extremamente útil na execução do Golpe, de forma previamente calculada, hoje ainda preso após a sua brilhante participação ativa no Golpeachment

Dilma
Dilma (Foto: Cássio Vilela Prado)

A jovem Democracia brasileira sofreu um duríssimo Golpe de Estado em 2016 com o impeachment (Golpe travestido de impeachment) da Presidenta Dilma Rousseff.

Este autor, republicano e democrata que é, não poderia deixar de registrar essa barbárie, haja vista também a aversão deste sujeito ao discurso do capitalista (Lacan), aquele que impõe às singulares a imaginarização do mundo e a asfixia do sujeito do desejo pela via da dessimbolização, não restando a ele outra alternativa senão sucumbir-se à sua própria objetificação e reificação através do sequestro ideológico de seu desejo singular pelo objeto-fetiche da ciranda do capitalismo perverso planetário.

Tentando fugir dos jargões de senso-comum e da cadeia significante holofraseada dominante nas mentes dos chamados "golpistas", totalmente irrefutáveis, este autor optou por trazer alguns elementos conceituais da Filosofia; das Ciências Sociais e da Psicanálise, além de farta documentação textual e midiática registradas nas notas de rodapé.

Da Filosofia, a 'razão pura e prática moral de Kant' é o elemento principal contrapondo-se e dialetizando-se com o 'mecanismo de defesa' do 'desmentido' utilizado na estruturação da 'Perversão', conforme a Psicanálise de Freud e Lacan.

Junto a isso, buscou-se o conceito do pensamento sociológico da ideologia de Marx, Gramsci e o agir comunicativo e instrumental de Habermas.

O autor cita, além da arquitetura e execução do Golpe, os seus principais astros e estrelas como o estranho e frio procurador militante pró-impeachment do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Marcelo Oliveira; o próprio TCU nas figuras de seu presidente e do relator do processo de julgamento das contas da Presidenta Dilma Rousseff, Sr. Nardes, ambos atualmente denunciados por corrupção.

Também​ não poderiam faltar as figurinhas importantes como a da sombria militante teatral do Golpe, a destemperada e debochada advogada Janaína Paschoal; o 'poderoso chefão' do parlamento, Sr. Eduardo Cunha, extremamente útil na execução do Golpe, de forma previamente calculada, hoje ainda preso após a sua brilhante participação ativa no Golpeachment.

Contudo, sem a participação gloriosa das 'Organizações Globo', com a sua voraz destruição das mentes brasileiras pouco esclarecidas, espetacularizando a imagem e o som numa implacável caçada leviana diuturnamente ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao ex-presidente Lula e à bola daquela vez, a Presidenta Dilma Rousseff.

Todavia, sem a participação mais passiva que ativa, o astro-mor de toda a trama do Golpeachment foi e continua sendo o Supremo Tribunal Federal (STF). O seu ministro e militante político Gilmar Mendes é a prova cabal incontestável.

Assim sendo, sem o financiamento do Capital em forma de papel-moeda e papel-discursivo, dificilmente esse arranjo golpista teria se efetivado, pois a elite capitalista foi e é a mais interessada em tudo isso para manter a sua hegemonia perversa vertical na sociedade de classes.

A população verde-amarela que frequentou às ruas a pedido da mídia-PIG (Partido da Imprensa Golpista) não foi e não pode ser considerada um astro ou estrela importante no processo do Golpeachment - embora assim ainda imagina -, uma vez que a mesma foi simplesmente um 'meio' utilizado para um 'fim' previamente estabelecido.

Como poderá ser visto, não faltaram outros pequenos astros e estrelinhas na Operação Golpeachment, solapando a Lei e a moral kantiana e sublevando a 'perversão sadiana' como a medida desvairada da nova norma moral brasileira.

À esteira do psicanalista Jacques Lacan (1901-1981), relido e interpretado pela também psicanalista Elisabeth Roudinesco, não há mais como dissociar Kant de Sade. Doravante Kant com Sade, pois embora Lacan fosse um apaixonado por Antígona e pelo texto do Marquês de Sade, ele sempre vislumbrou a Lei como o antídoto possível à barbárie.

Quando a versão do pai é tiranicamente absoluta, nos moldes do pai totêmico operado pelo psicanalista Sigmund Freud, em seu texto 'Totem e Tabu' (Imago), o caminho natural é o seu devoramento. Entretanto, na República Tupiniquim pós-Golpe talvez seja necessário invocar Sade, contudo identificando-se com Kant, após a derrocada golpista

Neste termos, a 'Perversão' pode ser sublime.

Às ruas com Sade para reaver Kant?

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