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Francisco Calmon

Ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; membro da Coordenação do Fórum Direito à Memória, Verdade e Justiça do Espírito Santo. Membro da Frente Brasil Popular do ES

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O governo e os democratas têm tudo para alterar a histórica correlação de forças em SP

Todos os citados são bem formados e bons de debate, enquanto o ocupante do Palácio dos Bandeirantes nem tanto

Urna eletrônica (Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

O naipe formado por Haddad, Marina e Simone Tebet, é uma trinca que estremece a extrema-direita comandada por Tarcísio.

O que está pegando para o governo não emplacar a trinca?

É a vaidade e o personalismo do Hadad? Ou o sentimento de que uma outra derrota pode afastá-lo de um projeto presidencial? 

Ele declarou que não quer ser mais candidato e prefere ficar na coordenação da campanha da reeleição do Lula.

A coordenação será do PT e de forças agregadas à reeleição.

Alkmin é outro que desponta com densidade eleitoral para formar um quarteto. Também não quer, prefere manter-se na vice presidencial. 

O engajamento no projeto Lula não existe para muitos. Os interesses individuas prevalecem e impedem certos arranjos por mais alvissareiros que sejam. 

Não querem trocar o certo e cômodo pelo duvidoso, para os que se colocam acima do coletivo.

A história registrará que o comodismo venceu a esperança de um mudança radical no conservador e maior estado do Brasil, ou, talvez, seja cedo para esta conclusão.  

A militância não é de esquecer e passar pano a esses valores pequeno-burgueses.

Surge no horizonte o desenho de uma chapa Tebet e Raí para o governo estadual; e para o Senado, visto que tanto Hadad como Alkimin descartam concorrer? Marina?

O forasteiro bolsonarista venceu as eleições passadas em SP e fez um governo contestável na economia e na política assumiu o fascismo miliciano. 

Tarcísio é uma mistura de Filinto Müller com Plinio Salgado, ambos fascistas assumidos, milicianos, uma fusão de cruz-credo com deus-me-livre.

Por mais que as pesquisas o coloquem hoje na frente, seu telhado é fragilíssimo.

Não ter um(a) adversário(a) competente, será lastimável a perda de montar o cavalo selado. 

Todos os citados são bem formados e bons de debate, enquanto o ocupante do Palácio dos Bandeirantes nem tanto.

Foi eleito na garupa do Bolsonaro, porém, a garupa está fragilizada, apodrecida na Papudinha.

Cavalo encilhado não passa duas vezes no mesmo lugar.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.