O incrível recado do Papa Francisco é uma excomunhão do governo Bolsonaro

"O vídeo do Papa Francisco é uma estocada tão profunda no estômago da Justiça brasileira, e tão precisa na reputação do ex-juiz e hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, que parece fake news. Mas não é", avalia o jornalista Ricardo Mrianda

Em carta, papa diz que vai acabar com acobertamento de abusos sexuais
Em carta, papa diz que vai acabar com acobertamento de abusos sexuais (Foto: REUTERS/Max Rossi)

O vídeo do Papa Francisco é uma estocada tão profunda no estômago da Justiça brasileira, e tão precisa na reputação do ex-juiz e hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, que parece fake news. Mas não é. Comece assistindo você mesmo o vídeo, que leva o nome de “integridade da Justiça”, onde um trabalhador humilde aparece sendo julgado por ter um “resort” quando tem apenas uma casinha. Ao final, o juiz “justo” do vídeo, um negro, aparece batendo o martelo a favor do trabalhador, contra os interesses dos advogados bem apessoados. 

Para o país que tem um presidente preso injustamente por supostamente possuir um tríplex que nunca foi seu, e um ex-juiz que, agora se sabe, conspirou com o Ministério público para sua condenação e prisão de um ex-presidente que, feita Justiça, estaria hoje livre e seria nosso presidente, o vídeo não deixa dúvida. É mais que um recado genérico à injustiça mundial, é uma excomunhão no governo Bolsonaro

“Rezemos para que todos aqueles que administram a justiça operem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra”, diz o Papa, em espanhol, no início do vídeo. Enquanto passa o vídeo, um texto em off dá todo o recado.

 “Dos juízes dependem decisões que influenciam os direitos e os bens das pessoas. Sua independência deve ajudá-los a serem isentos de favoritismos e de pressões que possam contaminar as decisões que devem tomar. Os juízes devem seguir o exemplo de Jesus, que nunca negocia a verdade. Rezemos para que todos aqueles que administram a justiça operem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra.” 

É espantoso. E absolutamente verdadeiro.

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