O jeito Bolsonaro de trair a Pátria
Bolsonaro e Flávio ampliam crise ao articular pressão dos EUA contra o Brasil
Ingerência de um país estrangeiro em eleições nacionais. Esse é o resultado imediato do “Tariflávio”. Por muito menos, em 1947, o registro do Partido Comunista do Brasil foi cassado, mesmo tendo feito uma bancada de deputados federais nas eleições anteriores, levando a agremiação a atuar na clandestinidade pelas quatro décadas seguintes. Um dos argumentos era que o então secretário do Partidão, Luís Carlos Prestes, declarou que defenderia a União Soviética, caso houvesse uma guerra contra aquele país.
Havendo aceitação das medidas tomadas por uma nação estrangeira contra o Brasil, ou melhor, provocação prévia por parte de um pré-candidato para que novas tarifas acontecessem, a primeira atitude seria investigar até que ponto ele – sim, falamos de Flávio Bolsonaro – segredou informações para o governo estrangeiro, configurando crime de traição. Traição covarde, pois, na sequência, ao ver a péssima repercussão de seus atos, o senador fez postagens dizendo que está clamando para que o governo norte-americano não taxe o Brasil. É isso que a Faria Lima quer para governar o país.
O que parecia ser mais um diversionismo para tirar a atenção das relações espúrias de Bolsonaro com Daniel Vorcaro por ocasião do filme “Dark Horse”, a foto no “antroval” (Antro Oval) da Casa Branca, tornou-se um enrosco para o criminoso primogênito. A imprensa hegemônica ainda digere os acontecimentos para ver o que criará de sobrefato para esconder mais uma inconsequência de seu queridinho.
Na Revista Piauí, por outro lado, questões profundas envolvendo o dito filme e suas externalidades têm sido muito exploradas. De qualquer forma, ainda na edição de maio deste ano, era difícil prever que as questões cinematográficas da seção “esquina”, de Pedro Tavares (“Pátria, família e pipoca”), com dois filmes sobre Jair Bolsonaro, conversariam com Daniel Vorcaro e seu plano master de falcatruas e corrupção. O texto até foi impresso perto daquele de Allan de Abreu (“Nas asas do calote”), citando o banqueiro, mas por pura coincidência. Os memes em relação ao filme queimado ou pangaré manco “Dark Horse” já abundam na internet para retratar mais uma tragédia de Bolsonaros em ação. A repórter Ana Clara Costa destrinchou como se dá “a simbiose” entre criminosos e investidores na Faria Lima, cuja interface é, novamente, Daniel Vorcaro. Comprova-se a máxima de que a riqueza quem produz é o trabalhador, mas é o colarinho-branco quem faz dinheiro. E o nome de Flávio Bolsonaro aparece ali, na reportagem de Ana Clara Costa, como fiador da indicação do presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Juntando filme e fama, se a película tem estofo para ser “horse”, não se sabe, mas que é “dark”, quanto a isso não há dúvidas.
As traições e outros crimes continuam, pois a mais recente revelação do Intercept Brasil mostra a existência de um pacote de recursos (propina?) por parte de Vorcaro, em que os valores para o filme estão ou estariam inclusos.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

