O legado do comandante da Maior Revolução

As novas gerações do Brasil sequer sabem dimensionar a força e habilidade estratégica de Fidel Castro, implantando com êxito absoluto a mais importante revolução social num País que, apesar da mais odienta ação contra ele, transformou a Ilha numa referência mundial de sociedade de bem coletivo

Não há quem ignore o significado profundo do que produziu em vida Fidel Castro, morto aos 90 anos, a partir de um pequeno pedaço de terra dando expansão e visibilidade para um tal Caribe que, sem Cuba e a história do Comandante, jamais alguém no mundo conheceria.

As novas gerações do Brasil sequer sabem dimensionar a força e habilidade estratégica de Fidel Castro implantando com êxito absoluto a mais importante revolução social num País que, apesar da mais odienta ação contra ele, transformou a Ilha numa referência mundial de sociedade de bem coletivo.

A ERA DOS BARBUDOS

Afora o preconceito ideológico espalhado Brasil contra Cuba, a imagem predominante ainda hoje é da figura barbuda de Fidel – embora seja Che Guevara quem melhor personificou a evolução do símbolo comunista por todo o Continente e Mundo.

Ainda hoje há quem espalhe a simbologia ideológica sufocada pelo neo-liberalismo contemporâneo como fase posterior ao conceito do Capitalismo – ainda selvagem, como nunca deixará de sê-lo.

A FORÇA DO LÍDER

Mas, em que pese tantos atores na construção da Revolução Cubana, ninguém teve habilidade e competência para implantar um regime Comunista na América Latina com a importância e efeitos extraordinários no campo social do que Fidel Castro.

Odiado pela lente sempre preconceituosa dos setores à Direita da América Latina e do Mundo, em especial dos Estados Unidos, Fidel traduziu em mais de 50 anos a exposição exitosa da transformação do bem coletivo como nunca existira algo igual no mundo superando todos os boicotes e tentativas de desestabilização.

Fidel, além de maior líder revolucionário, foi o mais hábil comunista a saber construir a ponte para o futuro dialogando nos bastidores com sua expertise diplomática em nível inigualável.

Até saber a hora de sair de cena construindo a ascensão de seu irmão, engenheiro civil Raul Castro, ele soube fazer sem traumas nem tramas contra o regime socialista da Ilha.

A AUSÊNCIA DE ZÉ DIRCEU

Quem deve estar sofrendo o efeito da tristeza particular com a morte de Fidel é o ex-ministro José Dirceu, um dos principais alvos da Ultra-Direita abatido porque, não fosse essa estratégia, Zé Dirceu seria presidente do Brasil – como Dilma Rousseff chegou a sê-lo à frente da Casa Civil – construindo uma nova fase da Geopolítica do Mundo muito próximo de Fidel e de Cuba.

Zé Dirceu não vai poder ir à Ilha, para onde certamente iria se não estivesse preso, mas não apagará de sua memória todo o tempo e diálogos que construiu com a Ilha e o Comandante.

ALÉM DA CONTRA-INFORMAÇÃO

Durante muito tempo - ainda hoje há resquícios, gerações e gerações brasileiras foram bombardeadas no inconsciente coletivo de que Cuba era a maior praga da história humana. Comiam criancinhas até, dizia a contra-informação. E muitos morriam de medo dessa maldade humana.

À Ilha foi atribuído todo tipo de ódio sutil, a partir da Elite brasileira sem conseguir impedir que segmentos intelectuais e artísticos do Brasil pudessem, na contramão da contra-informação, construir vínculos ideológicos e políticos até hoje estabelecidos.

É que o Bem coletivo, a partilha da riqueza sempre será uma utopia a ser perseguida porque não dá mais para tratar os mais humildes pela lógica de números a serviço ou excluída do capital, e não de pessoas humanas.

OS NÚMEROS GLOBAIS

Dados estatísticos espalhados no Mundo por insuspeitos organismos internacionais, a exemplo do Banco Mundial, atestam que Cuba dispõe, por exemplo, da mais eficiente estrutura de Saúde Pública de toda a América Latina. O mesmo, dir-se-ia da Educação.

Não há nenhum País nesse Continente com índices extraordinários de longevidade e de consciência coletiva de autoestima extraordinária, a exemplo do que acontece com inimigo ao lado, os Estados Unidos.

FUTURO SEM FIDEL

Diferentemente do que apregoavam setores da Mídia e da Elite brasileira, a Ilha se projeta para 2017 sob o comando de Raul Castro com indicadores econômicos e sociais acima, muito acima, dos países referência no Continente.

E isto se deve à competência organizacional e estratégica de Raul Castro, agora conduzindo nova fase de Cuba com convivência até com os Estados Unidos sem a palavra e a firmeza de posição do Comandante.

Eis, enfim, a partida do maior Comandante revolucionário do mundo contemporâneo.

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