O Marreco de Maringá é nosso e se alguém quiser lhe depenar quem pode é só os brasileiros

"Se quisermos depená-lo, não devemos terceirizar, somos suficientemente espertos para fazer isso, vide o hacker de Araraquara", escreve Rogério Maestri

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(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


Todas as vezes que vejo uma ONG qualquer fazendo ranking de qualquer coisa no mundo, vou olhar com olhos críticos a origem desses grupos que tentam classificar qualquer direito ou instituição no mundo inteiro. Não dá outra coisa do que a origem e a constituição duvidosa dessas falsas agências de classificação tão corretas como as agências de classificação de risco que um pouco antes do crash de 2008. As principais agências que dão notas sobre o risco de vários papéis de empresas e estados, classificaram o risco dos títulos imobiliários nos USA com o grau máximo, ou seja, o AAA, que significa, pode comprar com o dinheiro da vovó que a velhinha não vai ser posta na rua. 

As três principais agências de risco a S&P, a Moody's e a Fitch, numa coisa bem menos complexa do que avaliar que um país tem mais democracia do que o outro ou seu judiciário é melhor, coisas com um grau de subjetividade erraram não porque tem um bando de imbecis fazendo a avaliação, mas sim porque o interesse comercial das agências era maior do que a capacidade de dizer algo que iria contra seus interesses. Uma comissão de inquérito do senado norte-americano achou e-mails de funcionários de duas dessas agências em que o risco era discutido abertamente entre os avaliadores, talvez a terceira tenha sido mais rápida que suas coirmãs e apagaram todas as correspondências! 

Assim como as agências de risco, todas no Norte-maravilha, há sempre outros tipos de ONGs que classificam o grau de democracia, o grau de percepção da corrupção e a última que temos notícia é uma classificadora de sistemas judiciais em todo o mundo. Para variar, e para a alegria de uma esquerda que não pensa, o sistema judicial brasileiro foi colocado em posições vergonhosas por uma tal de “World Justice Project: Rule of Law Index 2021”, a fama do Marreco de Maringá serviu para jogar no lixo a classificação do Brasil principalmente no critério de imparcialidade (138ª posição, dos 139 países analisados), por um “acaso” em último lugar foi colocada a Venezuela (quem tiver um pouco de percepção verá o motivo). 

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Se os jornalistas não fossem tão preguiçosos (ou burros) e tivessem dado uma olhadinha na constituição da equipe desse maravilindo “World Justice Project” (WJP) veriam que um dos Diretores Eméritos veriam no primeiro nome da lista de três “Ashraf Ghani Ahmadzai”. Mas quem é esse sujeito, é simplesmente o ex-presidente do Afeganistão que segundo Nikita Ishchenko, porta-voz da Embaixada Russa em Cabul, fugiu do país com "Quatro carros estavam cheios de dinheiro, eles tentaram enfiar outra parte do dinheiro em um helicóptero, mas nem tudo coube. E parte de o dinheiro foi deixado jogado no asfalto. ". Se consultarmos outra ONG do primeiro mundo que classifica os mais corruptos do mundo veríamos nessa classificação em primeiro lugar o próprio Ashraf Ghani Ahmadzai, essa ONG de classificação dos mais corruptos se chama “The Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP)”. Se formos olhar com cuidado essa OCCRP vemos que ela é apoiada pelos governos da Dinamarca, Taiwan, Reino Unido, usa e a sempre presente Open Society Foundations do magnata e especulador George Soros. 

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Em quem devemos acreditar, uma associação de advogados norte-americanos que tem como diretor emérito o homem mais corrupto do mundo em 2021, que foi classificada por assim uma associação financiada por governos do Norte-maravilha e por especuladores internacionais. 

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O mais interessante de tudo que tanto na World Justice Project como na The Organized Crime and Corruption Reporting Project, países e nomes das sedes do imperialismo internacional, o sistema judiciário é uma perfeição assim como os corruptos (e não os corruptores) nunca estão nos países ricos. 

Vamos entender algo, o que mais desacreditou o judiciário brasileiro? Exatamente as bizarrices importadas pelo Marreco de Maringá e por seus antecessores, como por exemplo a venda de liberdade através da negociação de penas com os verdadeiros criminosos. Mas de onde saiu isso? Exatamente o sistema judiciário norte-americano. Mas como diz o Dallagnol, os brasileiros são descendentes de criminosos e bandidos e os norte-americanos de crentes e como na Universidade de não sei que estado norte-americano, acharam o gene da honestidade nos policiais, promotores e juízes norte-americanos. 

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E os europeus são honestos? Só vou contar uma pequena história real que ocorreu entre o terceiro homem mais rico do mundo, Bernard Arnault e o outrora produtor de filmes François Ruffin, que para a infelicidade do primeiro foi eleito deputado pela oposição de esquerda na França. Ruffin fez um documentário sobre a transferência de uma fábrica da LVMH, o grupo que produz dentre outras coisas as bolsas Louis Vuitton que a “Conja” do Marreco de Maringá tem uma e deixou a vista para mostrar a sua riqueza, intitulado “Merci Patron”. O filme irritou tanto o milionário que esse mandou um capanga seu espionar a vida de Ruffin durante três anos. O espião foi pego com a mão na cumbuca e era não mais nem menos do que ex-chefe da inteligência francesa Bernard Squarcini que trabalhava para seu amigo o milionário Arnault. O Squarcini será julgado por roubo, tráfico de influência e desvio de fundos públicos, porém o mais interessante que o MANDANTE do crime pagou uma irrisória quantia de 10 milhões de euros para o governo francês numa convention judiciaire d'intérêt public (CJIP) e não precisar se incomodar mais com o caso. Ou seja, na França se tu és mandante de um crime, julga-se os executores e se fores rico o suficiente fazes uma “CJIP” e nem precisas ir até o tribunal. Que justiça IMPARCIAL, tudo legal e dentro da lei. 

Podemos tirar várias conclusões dos fatos descritos: 

  1. Quando leres algum ranking de boas práticas dos países, procure se países do primeiro mundo estão na pior posição, se não for assim procure com cuidado quem está pagando a ONG que faz o ranking, se achares governos dos países no Norte-maravilha ou determinadas “foundations”, joga no lixo todo o relatório. 
  2. Se antes de jogar no lixo quiseres ter certeza, leia com cuidado quem são seus diretores, presidentes de honra e outros títulos pomposos. Verifique com cuidado a ficha corrida das criaturas, pois eles escondem bem. Certamente verás nomes que numa lista de ranking ele é o máximo e noutra é um lixo. 
  3. Se fores da imprensa, por favor, só porque o Bolsonaro ou o Marreco de Maringá está bem ou mal cotado na lista dos menos ou mais, não fique de forma acrítica dando força para essas farsas. 
  4. Em princípio somos menos corruptos e menos venais do que os corruptores, porém quando um agente público ou mesmo um privado da bandeira com uma riqueza não proporcional aos seus ganhos, não é porque ele é mais corrupto do que os norte-americanos, alemães, franceses ... é mais porque ele dá bandeira e não sabe esconder o dinheiro. 
  5. A polícia, a procuradoria e os juízes brasileiros é tudo uma bosta, mas nos outros países como são mais velhos eles sabem esconder melhor os seus desmandos e geralmente são menos burros do que juizécos de piso. 
  6. Se quisermos depenar o Marreco de Maringá, não devemos terceirizar, somos suficientemente espertos para fazer isso, vide o hacker de Araraquara, quem diria, mais eficiente do que o NSA. 

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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