O MBL é uma célula terrorista de extrema-direita

O MBL se constituiu numa célula terrorista de extrema-direita, cujos métodos aplicados para submeter a nação ao seu jugo caminham a passos largos para atentados a bomba e assassinatos de lideranças de esquerda

O MBL se constituiu numa célula terrorista de extrema-direita, cujos métodos aplicados para submeter a nação ao seu jugo caminham a passos largos para atentados a bomba e assassinatos de lideranças de esquerda
O MBL se constituiu numa célula terrorista de extrema-direita, cujos métodos aplicados para submeter a nação ao seu jugo caminham a passos largos para atentados a bomba e assassinatos de lideranças de esquerda (Foto: Celso Raeder)
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Terrorismo, na definição clássica dos dicionários, é o ato de provocar terror nas pessoas através do uso da violência física ou psicológica, com o intuito de intimidar uma sociedade e impingir ideologias fundamentalistas, sejam elas políticas, religiosas ou de outra natureza. Feito esse preâmbulo, peço a você que interrompa a leitura desse artigo por cinco minutos, e assista ao vídeo publicado no site do Movimento Brasil Livre. Repare como a construção do roteiro e as imagens são idênticas àquelas usadas pelo grupo Estado Islâmico, onde sujeitos mascarados, com vozes distorcidas, destilam ódio e fomentam a violência contra seus inimigos. Só faltou decapitar uma de suas vítimas.

Não há dúvidas de que o MBL se constituiu numa célula terrorista de extrema-direita, cujos métodos aplicados para submeter a nação ao seu jugo caminham a passos largos para atentados a bomba e assassinatos de lideranças de esquerda. Qualquer um que pense diferente desses fascistas é um inimigo a ser eliminado. Por enquanto, o aparato de terror dessa quadrilha para espalhar medo e ódio é a tecnologia aplicada às redes sociais. Espalham mentiras, fomentam a divisão da sociedade, distorcem a realidade, possuem uma estrutura organizacional de milícia, com financiadores ocultos e hierarquia de comando.

São estrategistas hábeis, com gente infiltrada na política, na cúpula de setores evangélicos, nos aparatos de segurança pública e até mesmo com simpatizantes dentro do Ministério Público e no Poder Judiciário. Adotam um discurso ultranacionalista, nos moldes das hostes de Adolf Hitler. E quanto mais aumenta as chances de a esquerda assumir o comando do país nestas eleições, mais próximos estamos de viver uma "noite de cristais", como ficou conhecido o massacre nazista contra seus inimigos declarados.

Os serviços de inteligência do governo certamente já mapearam as ramificações dessa célula terrorista de direita. E sabem o tamanho do problema. Mas como existe um vácuo de poder no país, Michel Temer assiste passivamente a escalada da pregação de violência e ódio do MBL, assim como fez Von Hindenburg. É a História se repetindo numa versão tupiniquim.

Não apostem suas fichas no racha entre o MBL e Jair Bolsonaro. A briga ali é pela divisão do butim, mas como gato escaldado tem medo de água fria, Kim Kataguiri sabe que, com Bolsonaro, terá o mesmo destino de Ernst Römm um dos fundadores do Partido Nazista, que acabou preso e executado por ordem direta de Hitler.

Os alemães até hoje sentem vergonha do apoio que deram ao Terceiro Reich, no período entre 1933 e 1945, quando se deixaram levar pela cantilena nacionalista que descambou numa das guerras mais sangrentas da humanidade. O que o MBL pretende é deixar essa mesma nódoa de herança para o povo brasileiro, soterrando as liberdades e a democracia, para fundar os alicerces de sua ideologia de exclusão. Quem tiver dúvidas, é só olhar o vídeo fascista que mencionei no primeiro parágrafo.

 

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