O médico que não sabia o que era Peleumonia

O jovem médico passou um atestado público de falta de ética e de não estar apto para lidar com pessoas

Impressionante como anda a formação de Medicina no Brasil. Um médico sair da faculdade e da residência sem saber diagnosticar uma doença que acomete a maioria da população brasileira. Sim, porque a pobreza e a falta de instrução não são raras por aqui. Mais: qualquer médico cubano identificaria a doença com uns 10, 20 minutos de consulta. Mesmo que o paciente não dissesse.

Seria coisa corriqueira: um senhor, cansado, massacrado pela rotina de trabalho intensa de anos, dinheiro contato a vida toda, tendo que escolher entre estudar ou trabalhar para dar sustento, além de amor muito aos seus e tamanho senso de responsabilidade para carregar a família nas costas num país injusto, nunca, mais nunca teria Pneumonia. Estava na cara que era Peleumonia.

Mas, não. Um rapaz que aparenta boa formação, bom domínio de Português e, pelo jeito, senso de humor não teve condições de atender o senhor dignamente. Pelo visto, nunca teve também condições de se automedicar. Sim, porque o médico está claramente acometido de Preconceito Linguístico - e, igualmente, não soube identificar. É até de se entender, por ser doença mais disfarçada e de gente com dinheiro, fica mais escondida na sociedade. E nem todo mundo lê Marcos Bagno.

Agora, o que ficou claro para todos, meros mortais, que não são médicos nem juízes, é que o rapaz passou um atestado para ele mesmo. Um atestado público, com CID declarado, de falta de ética e de não estar apto para lidar com pessoas. Assinado de próprio punho. Não foi ninguém que disse. Aí, assim, tão escancarado, fica difícil aceitar pedidos mornos de desculpas. São um começo, mas com cara de cerveja no antibiótico. Já diria a sabedoria popular.

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