O melhor discípulo de Jair Messias

"Pelo andar da carruagem, a metade da população brasileira estar vacinada até junho e a outra metade até dezembro é, mais que ilógico, um delírio irresponsável", afirma o jornalista Eric Nepomuceno sobre o anúncio feito pelo ministro Eduardo Pazuello no Senado

Eduardo Pazuello e Rodrigo Pacheco
Eduardo Pazuello e Rodrigo Pacheco (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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Por Eric Nepomuceno, para o Jornalistas pela Democracia 

Cada vez menos Aprendiz e cada vez mais Genocida, o desequilibrado Ogro que habita o palácio presidencial tem vários discípulos na dedicada tarefa de destruir o que resta do país. Basta pensar em seu governo como um todo, com brilho especial tanto para os excêntricos como para os bizarros.  

Um deles, porém, se destaca neste momento de tragédia e mortes: o general da ativa Eduardo Pazuello.  

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Pensando bem, já não se trata apenas de um discípulo, mas de cúmplice irremediável do genocídio promovido por Jair Messias e que faz mais de mil vítimas fatais a cada dia que passa.  

Enlameando de vez a já enlameada farda do Exército brasileiro, em boa parte responsável pela eleição de Jair Messias, o general da ativa que ocupa, cercado de colegas militares, o ministério da Saúde, compareceu ao Congresso para prestar contas e esclarecimento com a prepotência típica dos que costumam mandar em tropas obedientes.  

Porém ele não estava precisamente num quartel: afinal, ainda há – poucos, é verdade, mas existem – parlamentares decentes.

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E entre uma saraivada de críticas contundentes, o general da ativa teve que ouvir do senador Fabiano Contarato, do Espírito Santo, que tanto ele como Jair Messias haverão de ser levados às barras dos tribunais para responder pelo crime que cometem.  

“Tenho fé em Deus de que tanto você como o presidente da República irão responder por genocídio”, disse o senador. “Seja aqui no Brasil, seja no Tribunal Penal Internacional”.

Não houve reação alguma da parte do general da ativa.

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Ali, no Congresso, Pazuello deixou claro uma vez mais que sua incompetência só é comparável a duas outras coisas: a prepotência e, a exemplo de seu líder, a capacidade de mentir de maneira descarada e compulsiva.

No dia seguinte, a notícia esperada: os estoques de vacina estão terminando, o que só reforça a obra do Genocida e de seu discípulo aplicado.

Um Himalaia de falhas se estende por todo o país. Não houve nem há coordenação nacional entre o governo federal, os governos estaduais e as prefeituras, que são as que aplicam as vacinas.

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Como raiz da tensão gerada país afora com a falta de vacinas está, evidente, a imensa demora em adquirir imunizantes por parte do governo de Jair Messias e de seu ministro da Saúde, um general da ativa do Exército teoricamente especializado em logística, mas que na prática demonstrou ser de uma incompetência olímpica.

Depois de negar infinitamente a importância da vacina, preconizando o ridículo e mentiroso “tratamento precoce”, a dupla dinâmica quis mudar de rumo e de discurso. Tarde demais.

No Congresso, o general da ativa Pazuello anunciou, solene, que até junho – ou seja, daqui a quatro meses – metade da população será imunizada. E que até dezembro, a outra metade.

Faltou dizer a população de qual município. Porque pelo andar da carruagem, a metade da população brasileira estar vacinada até junho e a outra metade até dezembro é, mais que ilógico, um delírio irresponsável.  

Sim, muita razão tem o senador Contarato. Algum dia, alguma vez, o Genocida e seu discípulo cúmplice haverão de enfrentar um tribunal.

O problema é quantas mais mortes os dois terão ajudado a provocar até esse dia chegar.

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