O mercado comemora: Temer vence e fica até o fim

Nessa história, se quisermos acreditar em boníssimas intenções, no mínimo Janot não quis afundar sozinho assim que percebeu que ele e a PGR haviam sido manipulados por Joesley e Ricardo Saud, por isso atacou o STF ao dizer que ministros haviam sido citados na gravações

Michel Temer
Michel Temer (Foto: Voney Malta)

O grande final de mandato pretendido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é um fiasco. Até mesmo a gigantesca apreensão de dinheiro em apartamento ligado ao ex-ministro do governo Michel Temer, Geddel Vieira Lima, obteve um destaque secundário.
Claro, deve ter causado uma imensa inveja no ex-assessor de Temer, Rocha Loures, pego carregando só R$ 500 mil de propina recebidos da turma do Joesley Batista. Outro que deve ter ficado puto é o senador Aécio Neves. Em comparação com o numerário de Geddel, o primo deAécio e Loures carregaram malinhas de merenda escolar.

Mas quem ficou extremamente feliz foi o presidente da República. E cravo aqui que ele vai ficar no governo até o fim e vai avançar nas reformas que pretende, caso da previdência, privatização e concessão de empresas públicas.

Calma, minha gente, que não sou Mãe Diná, mas há uma lógica perversa e universal quando está em disputa uma guerra pelo poder, independente de quem são mocinhos e bandidos, se que essa separação pode ser feita.

Apesar de toda ladroagem revelada nos últimos anos, um setor pragmático e capaz de antecipar tendências e fatos sempre se dá bem, caso do mercado financeiro-bolsa de valores que vê o início de um novo ciclo virtuoso no Brasil.

O índice Bovespa está nas alturas, podendo atingir os 74 mil pontos graças aos fatos positivos da economia interna e externa, além do o enfraquecimento de Janot perante o STF, o fortalecimento de Temer para dar continuidade aos projetos do mercado (privatizações) e as novas denúncias contra Lula.

O fato aparentemente concreto é que Janot se envolveu diretamente no acordo de delação dos donos e executivos da empresa J&F a partir de Marcelo Miller, seu braço direito, que, ainda como procurador da República, teria defendido interesses do grupo empresarial.

Nessa história, se quisermos acreditar em boníssimas intenções, no mínimo Janot não quis afundar sozinho assim que percebeu que ele e a PGR haviam sido manipulados por Joesley e Ricardo Saud, por isso atacou o STF ao dizer que ministros haviam sido citados na gravações.

E se você acreditar em espionagem e acordos, não duvide que todos os erros que redundaram em benefícios para alguns tenham sido acertados. Tramas existem e elas surpreendem, como em alguns filmes e novelas.

Temer venceu. E não só ele. Mas uma rede de políticos, empresários, servidores públicos e juízes.

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