O nome é Tarcísio de Freitas, mas poderia ser Tarcísio Messias B...
Não existe bolsonarismo moderado! Essa horda sempre será de extrema direita e prejudicial à classe trabalhadora
Tarcísio de Freitas se comportou como bolsonarista raiz durante os quase quatro anos em que está à frente do governo de São Paulo. A sua reeleição é definitivamente uma tragédia para o estado, principalmente para a classe trabalhadora. Essa definição deve estar plenamente clara, evidente no campo progressista e de esquerda, para que as pesquisas que lhe conferem vitória na reeleição não se confirmem. Durante o período eleitoral, Tarcísio de Freitas deve ser desmascarado.
O bolsonarista governador de São Paulo não esteve preocupado com as mortes absurdas ocorridas na Baixada Santista, durante as Operações da Polícia Militar Escudo e Verão; ambas foram denunciadas por violação de direitos humanos, e tais denúncias foram acolhidas por instituições internacionais, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA): “Se quiser, pode reclamar até na Liga da Justiça, que não estou nem aí”, respondeu ele ao ser questionado sobre os óbitos suspeitos. Ele também afirmou em campanha e depois, em entrevista ao vivo, na tevê, que a privatização da Sabesp seria positiva para São Paulo, coisa que nunca houve na história. Tarcísio, com desplante, disse ainda que a conta sairia mais barata, algo que até agora não se comprovou, muito pelo contrário. Na crise das bebidas alcoólicas com metanol, Tarcísio de Freitas mostrou ao Brasil que despreza a vida da população afetada. Ele disse algo como: “quando a Coca-Cola estiver com problemas, eu ficarei preocupado”. Ao relembrar as ações e a comunicação de Tarcísio de Freitas, com qual político podemos compará-lo? Não há dúvidas, certo?
Continuando, para demonstrar todo o afeto e afinidade intelectual que tem com o ex-presidente, o golpista Bolsonaro, hoje condenado e preso e, em boa estadia, na Papuda, Tarcísio de Freitas esteve em seus comícios e aprendeu como agitar as massas contra o Estado Democrático de Direito. Ele, bolsonarista empedernido, também colocou sobre a sua cabeça o boné do MAGA, do facínora Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e, automaticamente, se colocou contra o país no período das sanções. Tarcísio de Freitas demonstrou ter caráter funesto ao ir a Israel e apertar as mãos imundas, genocidas, de Benjamin Netanyahu. Houve pouca divulgação, mas no governo Tarcísio de Freitas também ocorreram irregularidades e suspeitas de corrupção: o esquema bilionário na Secretaria da Fazenda. Mais: agora, no caso Master, descobriu-se que Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, foi o grande apoiador de sua campanha. O governador deu bola fora bem antes de exercer o poder público: esteve, como militar, na Missão de Estabilização da ONU no Haiti (MINUSTAH), em 2004. Segundo a imprensa nacional e internacional e instituições de direitos humanos, o Exército brasileiro, nessa ocasião, manchou a imagem do Brasil no exterior por causa de monstruosas violações dos direitos humanos.
O histórico de Tarcísio de Freitas não é de atleta; é, isso sim, de político da extrema direita, bolsonarista raiz. Não causaria espanto se ele fosse um dos zeros exercendo cargo político. Tarcísio, como o seu mentor, carregará para sempre em seus ombros todas as características desse grupo social e político. A sua derrota eleitoral em 2026 não está posta, mas ela é necessária para o bem da classe trabalhadora. Em caso de vitória, mais quatro anos de mandato serão trágicos para o estado e, principalmente, para a capital paulistana.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
